BRASILIANAS

BRASILIANAS | Inflação de Brasília fica em 0,04% em julho e mostra pressões concentradas em saúde e habitação

Energia, planos de saúde e artigos de residência influenciam resultado; gasolina recua

BRASILIANAS | Inflação de Brasília fica em 0,04% em julho e mostra pressões concentradas em saúde e habitação
O grupo habitação subiu 0,38%, impulsionado pela energia elétrica residencial, que avançou 1,50% em meio à vigência da bandeira tarifária amarela Crédito: Pedro Ventura/Agência Brasília

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registrou variação de 0,04% em Brasília no mês de julho, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (11/08). O resultado é próximo ao observado no mesmo período de 2025, quando o índice ficou em 0,01%, e representa desaceleração em relação a junho, que havia marcado 0,52%.

No acumulado do ano, a inflação da capital federal soma 3,09%, enquanto o acumulado em 12 meses chega a 4,56%. Em nível nacional, o IPCA variou 0,07% no mês.

Seis dos nove grupos pesquisados apresentaram alta. O maior impacto veio de saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,53% e respondeu por 0,08 ponto percentual do índice.

A principal influência foi a variação dos planos de saúde, que reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Para contratos firmados após a Lei nº 9.656/98, o percentual autorizado é de até 5,11%, com vigência entre maio de 2026 e abril de 2027. Para contratos anteriores à norma, os reajustes variam entre 5,52% e 6,20%. Também contribuíram as altas em produtos para pele, produtos para cabelo e hospitalização.

O grupo habitação registrou aumento de 0,38%, impulsionado pela energia elétrica residencial, que subiu 1,50% em meio à vigência da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Aluguel residencial e taxa de água e esgoto também avançaram, refletindo o reajuste de 3,97% aplicado desde 1º de junho. Artigos de residência teve alta de 1,33%, com elevações em móveis para quarto, móveis para sala e televisores.

Entre os grupos que ajudaram a conter o índice, vestuário recuou 1,83%, com quedas expressivas em blusas, vestidos e camisas masculinas. Transportes registrou baixa de 0,22%, influenciado pela redução da gasolina, automóvel novo e seguro voluntário de veículo.

No lado das altas, passagem aérea subiu 9,56% e conserto de automóvel avançou 0,63%.

O IPCA é calculado desde 1980 e abrange famílias com rendimento entre 1 e 40 salários mínimos. Para o índice de julho, foram comparados preços coletados entre 1º e 30 de julho com os vigentes entre 30 de maio e 30 de junho.