A licitação da expansão da Linha 1 do Metrô-DF em Ceilândia avançou mais uma etapa e reforçou o favoritismo do Consórcio AGIS/Carioca/Cetenco para assumir uma das principais obras de mobilidade urbana previstas pelo Governo do Distrito Federal.
Na abertura dos envelopes com as propostas comerciais, realizada na última sexta-feira (24 de julho), o grupo apresentou oferta de R$ 844.490.567,30 para executar o empreendimento. O valor ficou cerca de R$ 78,5 milhões abaixo da proposta apresentada pelo Consórcio Conecta L1, formado por OECI, Dan-Hebert e CG, que ofertou R$ 922.991.894,20.
A diferença chamou a atenção porque se soma ao desempenho obtido pelo mesmo consórcio na fase anterior da concorrência. Na avaliação técnica, o AGIS/Carioca/Cetenco recebeu nota 9,93, contra 8,07 do adversário, chegando à abertura das propostas financeiras em posição de vantagem.
Apesar disso, o processo ainda não está concluído. O resultado da sessão não representa a contratação automática da empresa. As propostas continuam sob análise da Comissão Especial de Contratação do Metrô-DF, responsável por verificar critérios de conformidade, aceitabilidade e atendimento às exigências do edital.
Após essa etapa será realizada uma nova sessão pública para abertura dos documentos de habilitação jurídica e operacional. Somente depois dessas verificações a Companhia do Metropolitano poderá declarar oficialmente o vencedor da licitação.
O projeto é considerado uma das principais intervenções de expansão da malha metroviária do Distrito Federal nas últimas décadas. A proposta prevê a ampliação da Linha 1 em mais 2,3 quilômetros a partir do atual Terminal Ceilândia.
Além da extensão dos trilhos, estão previstas duas novas estações, localizadas entre as quadras QNO 5/13 e QNO 7/15. O traçado seguirá em direção à BR-070, corredor viário utilizado diariamente por moradores de Ceilândia e da região de Águas Lindas de Goiás.
A expectativa do governo é ampliar o alcance do transporte sobre trilhos em uma das áreas mais populosas do DF, reduzindo o tempo de deslocamento de usuários que atualmente dependem de ônibus ou integração com o sistema existente.
A concorrência também representa um passo importante após sucessivas interrupções do processo licitatório. O certame chegou a ser paralisado anteriormente por determinações do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que apontou necessidade de ajustes em aspectos orçamentários e técnicos do projeto.
Com a conclusão da fase comercial, o Metrô-DF entra agora em uma etapa decisiva da concorrência. Se não houver novos questionamentos ou recursos capazes de alterar o resultado, o consórcio que liderou as avaliações técnica e financeira chegará à reta final da disputa em posição privilegiada para assumir a obra.
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