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BRASILIANAS | DF registra maior desigualdade do país e distância entre faixas de renda cresce

índice de Gini chega a 0,570 e mantém DF na liderança nacional; Diferença entre grupos de renda cresce e bate recorde

BRASILIANAS | DF registra maior desigualdade do país e distância entre faixas de renda cresce
Índice de Gini do DF, o maior valor entre as UFs do país Crédito: Divulgação/IBGE

A desigualdade de renda aumentou no Distrito Federal em 2025 e levou o índice de Gini ao maior valor da série histórica, segundo a PNAD Contínua divulgada na última sexta-feira (8 de maio) pelo IBGE.

O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita chegou a 0,570 em 2025. O valor é o mais alto entre as unidades da federação e marca o terceiro ano consecutivo de aumento no DF. A série histórica mostra que o indicador havia recuado entre 2018 e 2020, mas voltou a subir a partir de 2023, até atingir o maior patamar já registrado.

O indicador mede a desigualdade de renda e varia de zero a um, sendo que valores mais altos indicam maior concentração.

Desigualdade reforçada

A pesquisa revela que a desigualdade cresceu tanto na base quanto no topo da distribuição. Os 40% com menores rendimentos receberam, em média, R$ 941 em 2025. O valor é o maior da série para esse grupo, mas ainda muito distante do rendimento dos 10% mais ricos, que alcançaram R$ 18.575. A diferença entre os dois grupos chegou a 19,7 vezes, também recorde.

O topo da distribuição apresentou variação ainda mais intensa. O 1% da população com maiores rendimentos atingiu média de R$ 43.048 em 2025, alta de 48,9% em relação ao ano anterior. O valor equivale a 45,7 vezes o rendimento dos 40% com menores ganhos. A distância entre esses grupos cresceu mais rapidamente do que a média geral da população.

A trajetória recente indica que o DF combina renda média elevada com forte concentração. Mesmo com o aumento do rendimento domiciliar per capita, a distribuição permaneceu desigual e se intensificou nos segmentos de maior renda. O comportamento reforça a posição do DF como a unidade da federação com maior disparidade interna.