Ao comparar os indicadores de segurança pública de junho de 2025 ao mesmo período de 2026, Nilópolis conseguiu diminuir em 81% os números referentes a roubo de carro. Quanto aos assaltos na rua, houve uma redução de 42,5% em relação a junho de 2025. Os números são informados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), responsável por catalogar e refinar esses dados das Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs) em todo o Estado do Rio. A instituição faz uma projeção de metas a serem alcançadas a partir de comparações com o mesmo mês no ano anterior.
"Esses índices mostram que o trabalho preventivo, ao reunir as forças de segurança, está apresentando resultados. Temos uma comunicação permanente entre o 20º BPM, a Guarda Municipal, o Projeto Segurança Presente de Nilópolis, o Programa Estadual de Integração na segurança - PROEIS e os agentes da 57a DP", afirmou o secretário de Segurança, coronel Francisco D'Ambrósio, acrescentando que a atuação de forma sistêmica, programada e estratégica deu esses resultados.
O subsecretário de Segurança de Nilópolis, coronel Marcos Aurélio de Oliveira, revelou que o Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS) testa no município o Projeto Ordena, a partir do Centro de Controle Operacional. "É uma ideia do Coronel Frota, do PROEIS. Estamos formatando o sistema para acionar as viaturas que estiverem mais próximas das ocorrências. Por exemplo, localizamos um incêndio e pudemos informar os bombeiros", relatou o coronel.
O objetivo é que se consolide como ferramenta de Segurança Pública para ser implantado em toda a polícia. Ali irá se concentrar o controle operacional e estratégico das viaturas que estão distribuídas no território, facilitando o acionamento dos agentes quando houver alarmes.
O Centro de Monitoramento ajuda a inibir porque previne, cria uma atmosfera de vigilância 24 horas e o marginal fica sabendo a respeito dos resultados, lê notícias sobre as prisões que são feitas. E outro aspecto importante é a produção de prova técnica: ela mantém o roubador mais tempo em cárcere porque é irrefutável.
"Não há como a pessoa negar que praticou o crime. O princípio da dúvida não existe porque há uma prova irrefutável: a imagem, a gravação, a placa, o roteiro. O que chamamos de pós-crime e é usado para subsidiar as investigações da polícia civil", disse.
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