Política

Sindicato nega ilegalidade de greve deflagrada em Barra Mansa

Sindicato afirma que seguiu todos os passos necessários para paralisação

Sindicato nega ilegalidade de greve deflagrada em Barra Mansa
Decisão judicial teria pedido interrupção imediata da greve Crédito: Divulgação/PMBM

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ), Núcleo Barra Mansa, nega a ilegalidade apontada pela Prefeitura de Barra Mansa, que conseguiu por meio de liminar na Justiça determinar a interrupção da greve da Educação no município.

Ao Correio Sul Fluminense, o representante Betto Almeida afirma que cumpriu todas as exigências legais para a instauração do movimento, incluindo os prazos, a comunicação ao chefe do Executivo e a publicação em jornal.

Na última quinta-feira, dia 29, a prefeitura divulgou uma nota sobre a decisão judicial com interrupção imediata da greve e o retorno ao trabalho. Conforme a decisão que acatou a liminar apresentada pelo município, foi fixada multa de R$ 500 mil ao sindicato e de R$ 5 mil aos diretores da entidade por cada dia de descumprimento. O documento também determinou que o município promova o desconto remuneratório proporcional aos dias de paralisação considerados ilegais.

Não teria ficado claro, no entanto, a ilegalidade apontada pela Prefeitura de Barra Mansa. O Correio Sul Fluminense pediu acesso ao documento para a assessoria de imprensa do Executivo mas, até o fim desta edição, não obteve retorno.

Além disso, a Justiça teria agendado uma audiência para esta quinta-feira (29) para buscar um acordo entre as partes que, conforme informação da assessoria de imprensa da Prefeitura de Barra Mansa, foi remarcada para o dia 25 de novembro.

Sobre a audiência, o representante do Sepe-BM confirmou que irá comparecer caso a entidade seja oficialmente notificada.

- É inclusive de interesse nosso esse dissídio buscando chegar num denominador que não atrapalhe o andamento das escolas. O município precisa ter responsabilidade no que diz respeito ao cumprimento dos dias e horas letivos exigidos e que devem ser cumpridos - afirmou Betto.

O sindicato critica a aprovação da proposta em regime de urgência pela Câmara Municipal que deixou a definição do percentual do adicional do magistério sob responsabilidade do prefeito Luiz Furlani, que teria garantido que não faria qualquer redução no salário da categoria.