A confusão que envolveu dois vereadores da Câmara Municipal de Vassouras ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira, dia 30. O vereador Pastor Michel (PL) foi até o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) apresentar uma denúncia sobre os acontecimentos que envolveram o vereador Leo Miranda (PL) após uma troca de farpas em uma audiência pública de prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
- Viemos aqui buscar algumas orientações sobre uma possível ilegalidade que aconteceu durante a prestação de contas na última sexta-feira. Não podíamos nos calar diante do fato ocorrido e nós estamos entrando com uma denúncia no TRE para que seja apurado. Se houve crime eleitoral, quem cometeu, que pague - afirmou Michel.
Ele ainda ainda frisou que a TV Câmara, por ser um veículo de comunicação institucional mantido com recursos públicos, não deve ser utilizada como palanque político ou instrumento de promoção eleitoral.
Entenda o caso
Os vereadores de Vassouras, ambos do PL, entraram em conflito em uma audiência pública da SMS para apresentação da prestação de contas do 2º quadrimestre de 2026. Após o vereador Pastor Michel citar a necessidade de adquirir recursos para investir em novos projetos na cidade, o vereador Leo lembrou que faltava poucos dias para as eleições - que ocorrem neste domingo (04) - e que aquele momento seria a oportunidade de Vassouras eleger um candidato da cidade.
Durante sua fala, ele se referindo ao ex-prefeito Severino Dias, que está candidato a deputado federal. De acordo com Leo, o objetivo seria ter alguém da própria cidade para 'acabar com esse negócio de ficar pedindo favores'.
No entanto, a declaração foi rebatida pelo Pastor Michel, que afirmou que não se tratava de momento para fazer palanque político. "Nós fizemos diversas colocações e a população vassourense não é boba. Parte da dificuldade que a cidade passa é por conta do ex-prefeito", disse. Leo, por sua vez, declarou para o Pastor que 'participou deste governo e cuspiu no prato que comeu'.
O momento foi presenciado pela equipe da secretaria e também pelo vereador Bruno Sales (PSD), que tentou amenizar a situação.
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