CORREIO do vale

Paraty cumpre determinação judicial sobre vagas no Centro

Paraty cumpre determinação judicial sobre vagas no Centro
IPHAN aponta que a prefeitura criou vagas em áreas protegidas Crédito: Sônia Paes/CSF

A Prefeitura de Paraty, cidade na região da Costa Verde, publicou uma nota nesta última terça-feira (16) para informar o cumprimento de uma determinação da Justiça Federal após ação movida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que resultou na proibbição de estacionamento em trechos específicos do Centro Histórico e da localidade da Terra Nova. A medida visa preservar o patrimônio, sob pena de multa diária de R$ 5 mil para o município, que recorreu e seguem em tramitação em instâncias superiores. As vias afetadas com se tratam da Rua Aurora, Largo de Santa Rita, Rua Dr. Pereira, Cais de Turismo, Terra Nova, Largo da Capelinha e Rua Josephina Costa. Em novembro, o jornal Tempo Real publicou que o processo apontou uma terraplanagem e destruição de vegetação de mangue para ampliação de vagas, mesmo após notificação do Iphan.


'Ordem atual exige obediência', diz nota

'Ordem atual exige obediência', diz nota
Prefeitura recorre em outra instância, mas vai acatar decisão Crédito: Reprodução/Google Maps

A criação das vagas, de acordo com a 1ª Vara Federal de Angra dos Reis, foram criadas em áreas protegidas. Em nota, o governo municipal afirmou que vai acatar a medida. "A Prefeitura atua no estrito cumprimento das decisões judiciais e das normas urbanísticas, priorizando a organização da cidade e a preservação do nosso patrimônio. Embora os recursos jurídicos sigam tramitando nas instâncias superiores, a ordem atual exige obediência imediata para resguardar o município", concluiu a nota.

População questiona decisão da Justiça

Os moradores, no entanto, se mostraram contra a medida. "Na prática, parece esquecer justamente de quem deveria ser respeitado: os moradores. Por que os responsáveis por essa proibição não começam a fazer a preservação do Centro Histórico com a solução do problema dos esgotos jorrando nas ruas, o péssimo serviço prestado pela concessionária de energia elétrica Enel, a falta de lixeiras ao longo das ruas, ao péssimo calçamento. Nossa cidade não pode virar só apenas um lindo cartão postal", afirmou uma moradora.

Moradora aponta falta de clareza

Outra moradora da cidade questionou sobre a como a medida afetará o trânsito de pessoas na área. "Como vai ser para pessoas que trabalham ou moram no Centro? Existem moradores idosos e pessoas com problemas de mobilidade que dependem diariamente do veículo por perto, precisamos também preservar as pessoas. Falta clareza se vai existir uma alternativa", pontuou.

Iniciativas

Aliás, novos avanços no projeto do Centro de Interpretação do Patrimônio Mundial de Paraty. Uma sessão plenária foi realizada na Câmara Municipal da cidade na última semana para apresentar a iniciativa em um espaço de escuta ativa e diálogo com as comunidades tradicionais caiçaras e quilombolas do território.

Sobre o projeto

A Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) é a entidade idealizadora, coordenadora e articuladora central do projeto, que será instalado no antigo prédio da Santa Casa de Misericórdia. O projeto está em fase de elaboração e debate com a comunidade, com os planos mais recentes apresentados em setembro.

Restauração

A iniciativa vai oferecer projetos completos de arquitetura e engenharia para a construção, restauração ou adaptação de prédios e os Municípios irão executar a implantação dos espaços. As ações nos Centros de Interpretação estão sendo viabilizadas por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Vale e do BNDES.

Cyberbullying

Verdadeiro "campo minado" para crianças e adolescentes, o mundo virtual requer uma série de cuidados por parte dos pais e responsáveis. Esse é o mote da campanha "Pais Conectados, Filhos Seguros", instituída pela Lei nº4.790/2026, de autoria do vereador Roque Campeão da Saúde (MDB), voltada para o combate ao cyberbullying.

Alertas e riscos

A lei ainda se volta para o combate ao aliciamento virtual, à exposição indevida e às demais formas de violência digital contra menores de idade. A iniciativa visa alertar os pais para os riscos que o mundo virtual representa e incentivá-los a acompanhar as atividades dos filhos nesse ambiente.

Palestras e materiais

A norma determina que a campanha lance mão de palestras, oficinas e atividades educativas em escolas públicas e privadas; distribuição de materiais educativos; e parcerias com instituições de ensino, conselhos tutelares, órgãos de proteção à criança e ao adolescente e entidades da sociedade, com ações intensificadas no início do ano letivo.