Sindmetal‑SF aponta preocupação com avanço do aço chinês no país
06 de agosto de 202600:01Redação
Presidente do sindicato afirma que condições são desleaisCrédito: Divulgação/Sindmetal-SF
O crescimento acelerado das importações de aço, especialmente de origem chinesa, voltou a colocar a indústria brasileira em estado de alerta. O cenário, que já preocupa grandes siderúrgicas como a Gerdau, também acende um sinal vermelho para o Sul Fluminense, uma das principais regiões metalúrgicas do país, onde milhares de famílias dependem diretamente da cadeia do aço. Dados do Instituto Aço Brasil mostram que o país registrou, em 2025, um recorde de 6,4 milhões de toneladas de aço importadas, alta de 7,4% em relação ao ano anterior. Grande parte desse volume teve origem na China, que vem ampliando sua participação no mercado brasileiro com produtos comercializados a preços inferiores aos praticados pela indústria nacional.
Concorrência sentida por todo setor
Indicadores econômicos mostram que região está expostaCrédito: Freepik
A Gerdau, maior produtora brasileira de aço, tem alertado reiteradamente para os impactos do aumento das importações sobre a competitividade da indústria nacional, afirmando que o excesso de aço estrangeiro reduz investimentos, pressiona os preços internos e compromete a capacidade produtiva das usinas brasileiras. Embora ainda não exista um levantamento oficial que mensure o prejuízo, os indicadores econômicos mostram que a região está diretamente exposta.
Movimento no comércio exterior
Embora ainda não exista um levantamento oficial que mensure o prejuízo financeiro causado exclusivamente pelo aço chinês no Sul Fluminense, os indicadores econômicos mostram que a região está diretamente exposta aos impactos dessa concorrência. Levantamento da Firjan aponta que o Sul Fluminense movimentou aproximadamente US$ 6,3 bilhões em comércio exterior, sendo US$ 4,6 bilhões em importações, evidenciando o crescimento da entrada de produtos estrangeiros.
Empresas e fornecedores na região
A China figura entre os principais parceiros comerciais da região, reforçando sua presença no mercado brasileiro.
Além disso, o Sul Fluminense abriga algumas das maiores empresas da cadeia siderúrgica e metalúrgica do país, como a CSN, em Volta Redonda, a ArcelorMittal, em Resende, além das montadoras, fabricantes de autopeças e empresas fornecedoras que dependem diretamente da produção nacional de aço.
Reflexos na economia
Qualquer redução na atividade dessas indústrias provoca reflexos em toda a economia regional, afetando empregos, renda, comércio e arrecadação dos municípios. Segundo o Instituto Aço Brasil, toda a cadeia do aço representa cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e é responsável por aproximadamente 2,9 milhões de empregos.
Audiência pública
O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense voltou a reforçar o alerta feito no início deste ano, quando liderou uma mobilização em Brasília solicitando uma audiência pública para discutir os impactos das importações sobre a indústria nacional. Para o presidente do Sindicato, Odair Mariano, a preocupação vai muito além dos números.
'Condições desleais'
"Estamos falando da sobrevivência da indústria brasileira e da proteção de milhares de empregos. O Sul Fluminense tem sua história construída pela força da siderurgia e da metalurgia. Quando o aço estrangeiro entra no país em condições desleais de concorrência, quem sofre é o trabalhador", enfatizou o presidente.
Reunião em Paraty
Após os acontecimentos climáticos que atingiram especialmente as cidades da Costa Verde, o prefeito de Paraty, Zezé Porto, participou de uma importante reunião nesta quarta-feira, dia 05, de uma reunião com secretários municipais, equipes técnicas e com a Câmara Municipal, representada pelo vereador Eric Porto.
Ações climáticas
O objetivo foi acompanhar mais uma etapa da construção do Plano Local de Ação Climática de Paraty. "O plano está sendo desenvolvido para fortalecer a capacidade do município de enfrentar os impactos das mudanças climáticas, reduzindo vulnerabilidades e ampliando as ações de prevenção", disse o prefeito.
Sobre a iniciativa
A elaboração do plano é conduzida pela Prefeitura de Paraty, Governo do Estado do Rio de Janeiro, a ONU-Habitat (Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos) e o ICLEI, parceiro implementador da iniciativa. "Reunir informações, ouvir diferentes áreas e construir um diagnóstico conjunto é fundamental", concluiu Zezé.
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