Em VR, Paes aponta que Estado se 'desindustrializou'
11 de junho de 202600:01POR
ANA LUIZA ROSSI
Pré-candidato a governador fala sobre setor do açoCrédito: Ana Luiza Rossi/CSF
Durante uma conversa no Café com Negócios do Aço, organizado pela Associação dos Processadores de Aço (Aproaço) na sede da Cinbal, em Volta Redonda, o ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato a governador, Eduardo Paes, falou sobre sua visão com relação ao setor no Estado. "Estamos falando de 5% do PIB. Só que, o Estado do Rio de Janeiro se desindustrializou de maneira absurda nos últimos anos. Então, nosso objetivos é reindustrializar. Um terceiro ponto, são as deseconomias externas, como a violência, estradas ruins, roubos de carga e logística, que são problemas que desincentivam empresas a se instalarem. O que acontece hoje com o setor, é que o Estado mudo uma regra no meio do jogo", disse.
Incentivos enfraquecidos
Paes afirma que mudou a regra de incentivos concedidos anteriormente e que isso não pode mais acontecer sem que haja diálogo com o setor para não gerar ainda mais 'deseconomias', como ele coloca. "Vim aqui, achei incrível a produção e o número de empregos que geram. Nosso papel é manter nossas empresas aqui, que elas cresçam e que outras empresas possam voltar para o Rio de Janeiro, com seriedade e políticas públicas", pontuou.
Política de proximidade
Paes posa com prefeito de Porto Real em visita à cidadeCrédito: Reprodução/Alexandre Serfiotis
Aliás, o pré-candidato ao Governo do Estado também deixou claro que, se chegar ao Palácio Guanabara, quer implementar uma política de proximidade com as prefeituras do Estado, em especial, no interior. "Quem sabe da realidade são os prefeitos. Só tem efetividade política se for feita em parceria com os prefeitos, ajudá-los e cobrá-los também", pontuou. Informações que chegaram até a coluna apontaram, inclusive, que Paes planeja organizar gabinetes regionais para de fato cumprir essa proximidade com os municípios.
'Não tem política na polícia'
Outra questão abordada, foi com relação a segurança pública. Ele resolveu ir direto ao ponto. "Se a gente acabar com esta máfia, mandando na política fluminense que tem ligação direta com o crime organizado, a situação melhora bastante. Se eu for governador, não vai ter mais político nomeando delegado de polícia ou comandante de batalhão", pontuou.
Agulhas Negras
Aliás, Paes também fez agenda na região das Agulhas Negras nesta terça-feira (09). Ele visitou as cidades de Itatiaia, Porto Real e Quatis que, de acordo com o pré-candidato, estão estrategicametne posicionadas às margens da Rodovia Presidente Dutra no eixo que liga as capitais do Rio de Janeiro a São Paulo.
Ecoturismo
A primeira parada foi em Itatiaia, que é "a porta do parque mais antigo do país", descreveu Paes: "A economia é natureza, serra, cachoeiras, um turismo que gera renda o ano inteiro desde que o Estado faça a parte dele e cuide das estradas que levam os visitantes até essas belezas", destacou.
Polo automotivo
Já Porto Real, de acordo com Paes, a paisagem muda. Isso porque a cidade é a que fabrica para o polo automotivo e abriga a indústria. "É a prova viva de que o Sul Fluminense produz, monta, exporta e tem tudo para crescer". Por fim, finalizou com a agenda em Quatis, onde a demanda é com a produção rural.
Agropecuária
"É onde o campo manda. Pecuária, leite e a força do produtor rural que alimenta o Estado. A mesma região que tem fábrica tem fábrica, também tem o agro", pontuou. Paes destacou que a reforma tributária pode ser uma oportunidade para que as cidades recebam mais turistas. "O que importa nisso tudo é sentar e ouvir", concluiu.
Aeroporto
Em vídeo publicado na manhã fria de Visconde de Mauá, nesta quarta-feira (10), Paes também destacou a importância de ampliar o Aeroporto de Resende. De acordo com ele, é preciso fazer com que o aeroporto tenha de fato a "importância que ele merece ter". Em 2024, a unidade recebeu uma revitalização.
Recursos da União
Ela foi entregue ainda no governo do ex-prefeito de Resende e atual pré-candidato a deputado federal, Diogo Balieiro. A reforma estrutural contou, inclusive, com investimentos do Governo Federal por meio da articulação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidência da República.
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