Justiça pressiona prefeito de Paraty sobre irregularidades
09 de junho de 202600:01POR
ANA LUIZA ROSSI
Zezé Porto tem até 10 dias para explicar sobre contratoCrédito: Reprodução/PMP
Após uma denúncia enviada ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), pelos vereadores de Paraty Lucas Cordeiro e Tunico Gama, a Justiça determinou que o prefeito da cidade, Zezé Porto, responda os requerimentos sobre irregularidades em contratos com a empresa Bravel, em 2025, no prazo de até 10 dias. Cerca de R$3 milhões foram destinados ao aluguel de tendas, banheiros químicos, som e iluminação para eventos públicos - valor que, para o vereador, é abusivo. "A Justiça disse que o Executivo está sendo omisso e impedindo o trabalho feito pela Câmara Municipal de Paraty, que é de fiscalização", afirmou Lucas. Em caso de descumprimento da decisão, foram fixadas multas diárias no valor de R$ 15 mil.
Ex‑prefeito questiona sobre recursos
E quem se manifestou sobre o caso foi o ex-prefeito de Paraty e inimigo declarado de Zezé Porto, Luciano Vidal. Em vídeo, ele questionou o porquê a prefeitura se nega em fornecer as informações solicitadas pelo poder legislativo. "A população de Paraty tem o direito de saber como os recursos públicos estão sendo aplicados. Com um orçamento de R$619 milhões, a transparência deve ser uma obrigação permanente", disparou.
Pagamento rápido e falta de licitação
Vereador de Paraty fez denúncia ao MPRJ em 2025Crédito: Divulgação/MPRJ
Na época em que o vereador preparava a documentação para ser protocolada ao Ministério Público, ele afirmou que dois aspectos levantaram suspeita sobre o contrato firmado: o primeiro, foi pelo pagamento em menos de dez dias, feito por meio de Atas de Registro de Preços, e em segundo, a falta de licitação. Na ocasião, a prefeitura de Paraty respondeu ao Correio Sul Fluminense que foi necessário aderir à ata por suspensão do contrato anterior de eventos, firmado, justamente, na gestão do ex-prefeito Luciano Vidal.
Medida necessária, diz prefeitura
Segundo a nota, a suspensão do contrato foi necessária por causa de uma investigação da Polícia Federal que apurou um possível desvio de R$40 milhões em contratos firmados na antiga gestão. Como necessidade imediata para não suspender os eventos programados, foi feita a contratação da empresa por meio da Ata de Registro de Preços, que seria um procedimento legal.
Buraco a céu aberto
O vereador de Volta Redonda, Gemilson Sukinho, publicou que foi acionado por moradores do bairro Aero Clube para tratar sobre um buraco aberto na Rua 1050 após um veículo atingir o canteiro da via. As preocupações giraram em torno de pedestres que passavam pelo local, que poderiam se acidentar.
Resolvido
"Entramos em contato com a Secretaria Municipal de Obras (SMO) para buscar uma solução rápida. Apesar da situação envolver o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), a equipe da SMO prontamente realizou o reparo no local, garantindo mais segurança para os moradores e motoristas", disse.
Agradecimentos
Sukinho ainda disse que a SMO informou a ele que será instala uma tampa para fechar o buraco mais profundo existente na área. "Agradeço à Secretaria Municipal de Obras pela agilidade e atenção a essa demanda da população. Seguimos trabalhando e acompanhando de perto as necessidades da cidade".
Reformas
O também vereador de Volta Redonda, Cacau da Padaria, conferiu na última semana o andamento da reforma da quadra do bairro Vale Verde. A unidade de lazer fica localizada a Rua Edmar Carmo de Oliveira com a Rua 19 de Junho. "Em breve, a comunidade vai ganhar um espaço totalmente reformado para lazer e esporte", disse Cacau.
Desaprovado
Aliás, o vereador Luciano Mineirinho perguntou aos moradores sobre a nova rotatória implementada na Avenida Beira Rio, em Volta Redonda, na entrada do bairro Belmonte. Na opinião do vereador, ficou melhor do que estava antes. Já para os moradores, o tom foi de desaprovação: "vai ter acidente ali. Ficou horrível".
Cautela
Outro morador afirmou que quem sai do sentido Belmonte para Beira Rio vai precisar avançar com cautela. "Essa necessidade de reduzir, parar e conferir o fluxo antes de entrar pode acabar gerando retenções e congestionamentos. O trânsito raramente apresenta intervalos para conversão", pontuou.
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