Policiais civis da 90ª DP (Barra Mansa) prenderam, na quarta-feira (15), um enfermeiro de 41 anos suspeito de participar do desvio de medicamentos utilizados em um caso de suicídio investigado pela unidade. Segundo a Polícia Civil, ele teria fornecido os remédios à vítima e também a induzido e auxiliado na prática do ato. O homem foi localizado em sua residência, no bairro São Geraldo, em Barra Mansa, onde foi cumprido um mandado de prisão expedido pela Justiça.
A investigação teve início após um homem ser encontrado morto dentro de casa, no dia 4 de julho deste ano, com indícios de suicídio. Durante as diligências, os policiais identificaram que a vítima trabalhava em um hospital da região e, inicialmente, havia a suspeita de que ela própria tivesse obtido os medicamentos utilizados.
No decorrer da apuração, porém, os agentes constataram que a função exercida pela vítima no hospital não permitia acesso aos medicamentos encontrados no caso. A partir de trabalhos de inteligência, a equipe da 90ª DP analisou dados armazenados no telefone celular da vítima e identificou conversas que indicavam a negociação e a aquisição dos medicamentos com um enfermeiro que atuava na unidade de saúde e tinha acesso ao local onde esses produtos eram armazenados.
De acordo com a Polícia Civil, entre os materiais analisados havia um áudio atribuído ao investigado. Na gravação, segundo os agentes, ele afirma à vítima que, caso utilizasse o medicamento naquele dia e não morresse, no dia seguinte forneceria uma substância ainda mais forte.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial solicitou a prisão do suspeito, medida que foi autorizada pela Justiça. Após monitoramento, os policiais localizaram o enfermeiro em sua residência e efetuaram a prisão.
Durante o cumprimento do mandado, os agentes apreenderam medicamentos no imóvel. Todo o material será submetido à perícia para auxiliar na investigação. Além da ação na casa do suspeito, equipes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão no hospital onde ele trabalhava.
O enfermeiro responderá, segundo a Polícia Civil, pelos crimes de falsificação, corrupção, peculato, adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio com resultado morte e morte sem assistência.
As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias da morte da vítima, identificar a dimensão do desvio de medicamentos e apurar a eventual participação de outras pessoas no caso.
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