E o Congresso entrou em recesso sem definir questões importantes para o país. Não por discordâncias entre os grupos políticos que, teoricamente, compõem o Parlamento de um país. No nosso caso, infelizmente, pautas importantes deixam de ser apreciadas e definidas por interesses pessoais, por pirraça mesmo de alguém com o poder de colocar os assuntos em análise nas comissões e votação em plenário.
Os que foram eleitos para representar os interesses do povo, de quem o escolheu nas urnas, se coloca como ferrenho defensor de seus interesses, normalmente escusos. Estamos vivendo uma fase difícil na política e sem sinais de que algo pode melhorar. Ao contrário, lembrando de Ulisses Guimarães que dizia que a cada eleição a situação só piora. E esta é mesmo a tendência. Seguimos um caminho perigoso.
O que assistimos é uma disputa que pouco tem de conteúdo político. Tem muito de jogo de interesse de grupos. Isto nem sempre termina bem, sabemos disso. Debates sérios, sem radicalismos, e decisões sobre temas fundamental para a população, como segurança, jornada de trabalho, saúde, educação e tantos outros ficam para não se sabe quando, enquanto nossos "políticos" brigam por emendas de todo tipo, dinheiro que nem sempre tem prestação de contas, mas que servem sim para comprar eleitores irresponsáveis.
É hora de acordarmos para uma outra realidade. O país precisa se preparar para enfrentar problemas que não são seus. São de um mundo cada dia mais radicalizado, dominado por vaidades pessoais- Trump e Putin- que podem levar a um confronto de maiores proporções. Não, não sonhamos com um país unido, sem disputas para enfrentar um mundo cada dia mais inseguro.
Sonhamos - e precisamos - de um país menos radicalizados, com disputas sim, mas disputas de alto nível, não de interesses pessoais e familiares, como assistimos hoje Brasil afora. Você, eleitor, precisa entender que as mudanças estão em suas mãos.
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