Conhecer uma fazenda, acompanhar uma produção artesanal, provar um queijo ou café produzido no próprio território e descobrir histórias que atravessam gerações. Essas experiências, cada vez mais associadas ao turismo rural, estão no centro de uma iniciativa do Governo do Estado para ampliar a visibilidade do interior fluminense e transformar o campo também em destino turístico.
O Programa de Turismo Rural do Estado do Rio de Janeiro - Vivências do Rio Rural foi criado com a proposta de fortalecer o segmento como atividade econômica, valorizar territórios e identidades culturais, gerar renda no campo e ampliar a visibilidade das experiências turísticas oferecidas no interior. A iniciativa reúne ações de mapeamento, cadastramento, promoção, capacitação e sinalização turística, além da criação de um selo específico para identificar os empreendimentos participantes. Para colocar a estratégia em prática, o programa conta com a participação do Senar-RJ, apontado como um dos principais parceiros da iniciativa.
A proposta ganhou espaço justamente em uma região que reúne parte importante da história rural do estado. Barra Mansa, no Sul Fluminense, foi sede da 25ª edição da Flumisul, realizada entre os dias 12 e 15 de agosto, no Parque da Cidade. A feira reuniu empresas, empreendedores, investidores e instituições em uma programação voltada a negócios, inovação e desenvolvimento regional.
Do produtor ao turista
Para o vice-presidente da TurisRio, Marco Paes, um dos principais objetivos da iniciativa é mudar a perspectiva sobre o turismo no estado e colocar o produtor rural no centro da atividade.
A ideia, segundo ele, é incentivar o visitante a sair da capital e conhecer as diferentes experiências existentes no interior — não apenas grandes atrações turísticas, mas também propriedades rurais, produtores, artesãos e pessoas que transformam seus próprios conhecimentos e atividades em experiências para visitantes.
Nesse modelo, o turismo rural não se resume à hospedagem em uma fazenda. A proposta inclui diferentes formas de vivência no campo, como contato com a produção, gastronomia, produtos artesanais, natureza e manifestações culturais.
É o caso, por exemplo, do artesão que abre seu espaço para visitação. Ao receber o turista, ele não oferece apenas um produto para venda, mas também apresenta o processo de produção, sua história e o conhecimento transmitido naquele território.
Mapa do turismo rural
Uma das principais ações previstas pelo programa é a criação de um grande mapa do turismo rural do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo Marco Paes, o trabalho envolve identificar iniciativas espalhadas pelo interior e ampliar sua visibilidade por meio do cadastramento, da divulgação e da sinalização turística. A estratégia resume três pilares da iniciativa: mapear, fomentar e capacitar.
O mapeamento permite identificar os empreendimentos e experiências existentes. A promoção ajuda a fazer com que esses lugares sejam conhecidos pelo público. Já a capacitação busca preparar produtores e profissionais para receber visitantes e integrar suas atividades à cadeia turística.
O programa também prevê a Sinalização Turística, o que deve ajudar o visitante a localizar as experiências participantes durante seus deslocamentos pelo interior.
Selo e reconhecimento
Outro instrumento criado pelo programa é o Selo Turismo Rural, que funciona como reconhecimento oficial das iniciativas alinhadas aos princípios do programa.
Além do selo, os participantes podem ter seus empreendimentos incluídos no Mapa do Programa, receber sinalização turística, participar de eventos, feiras e roteiros, além de ter acesso a ações promocionais da Secretaria de Estado de Turismo e da TurisRio e a capacitações.
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