O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o consórcio que será responsável pela criação dos modelos de negócios do Programa Pró-Urânio. Esta iniciativa é realizada em conjunto com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).
O consórcio vencedor, VGLHH, tem prazo até o segundo trimestre de 2027 para apresentar propostas que incluam diferentes cenários e opções de modelagem. A aprovação ocorreu na sexta-feira, dia 28, e divulgado nesta segunda-feira, dia 31.
O consórcio é liderado pela Vallya Advisors Assessoria Financeira, contando ainda com a participação das empresas GE21 Consultoria Mineral, Lefosse Advogados, Harpia Consultoria Ambiental e de Gerenciamento de Projetos, e Harpia Group AG. A medida representa um avanço para a viabilização de parcerias estratégicas com o setor privado, voltadas para a exploração sustentável do urânio no Brasil. Segundo a Constituição Federal, a pesquisa e exploração de minérios nucleares são de monopólio da União, exercido por meio da INB.
De acordo com o presidente da INB, Tomás Albuquerque, a intenção é desenvolver um formato que equilibre os riscos envolvidos para o investidor e o papel estratégico da INB. Isso considera tanto o alto risco da pesquisa mineral quanto a responsabilidade da estatal de autorizar e supervisionar os projetos, uma vez que detém o monopólio da União.
"Quem investe em pesquisa mineral encara riscos elevados e necessita de garantias de que, ao identificar uma jazida economicamente viável, poderá avançar para sua exploração. Por outro lado, cabe à INB autorizar e monitorar o andamento do projeto," afirmou Albuquerque.
Após a conclusão dos estudos, INB e ENBPar selecionarão o modelo de negócios ideal. Na etapa seguinte, haverá interação com possíveis investidores para viabilizar as parcerias.
Lançado em 2024, o Programa Pró-Urânio visa aumentar a produção nacional, incentivar a pesquisa e a extração de novas jazidas, garantindo o suprimento de combustível para as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. O programa também pretende reduzir a dependência externa em etapas do ciclo do combustível nuclear e possibilitar a exportação do produto.
A INB oferece possíveis parcerias para exploração em cinco áreas minerais: Amorinópolis (GO), Espinharas (PB), Figueiras (PR), Rio Preto (nos estados de GO e TO) e Lagoa Real, localizada em Caetité (BA).
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