Os metalúrgicos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) aprovaram a proposta da campanha salarial deste ano, em votação realizada nesta quarta-feira, de forma virtual. Foram totalizados 7.669 votos, sendo que 4.577 votaram favoráveis à proposta, 2.982 foram contrários, 110 se abstiveram de votar. Não houve votos nulos ou brancos. A votação ocorreu de das 7h às 17h, de forma on-line, por meio de link ou QR Code disponibilizado pelo sindicato.
Pela proposta aprovada, os empregados da CSN terão 4,11% de reajuste - isso para quem ganhar até R$5.000,00. Detalhe: o percentual de aumento será dividido: 2,055% aplicados em maio e 2,055% aplicados em dezembro, ambos sobre o salário de abril/26. Quem recebe acima de R$ 5.000,00 terá reajuste de 1%, a ser pago em dezembro. Exceto supervisores e técnicos.
Será dado ainda abono de 2,2310 salários (operacional) pago em também dividido em duas parcelas iguais. A primeira até 5 dias úteis após a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho e a segunda parcela em novembro deste ano. O sindicato não informou a data da assinatura do acordo da categoria, mas a expectativa é de que ocorra ainda essa semana. A data-base da categoria é 1º de maio, mas a empresa pediu prorrogação devido a falta de consenso durante as rodadas de negociações com diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense.
Atos, movimentos e aprovação
Durante a campanha salarial, as negociações entre a CSN e o Sindicato dos Metalúrgicos chegaram a sera paralisadas por falta de consenso. Após a empresa oferecer um baixo percentual de aumento e se recusar a repor a inflação do período medida pelo INPC, a direção do sindicato promoveu atos de protestos na entrada principal da Usina.
Outra medida do sindicato foi orientar a categoria a rejeitar a proposta colocada em votação nesta quarta-feira, dia 27.
"Mais uma vez a CSN demonstra falta de respeito com os trabalhadores ao insistir em uma proposta muito abaixo do esperado pela categoria. O sindicato vai respeitar a decisão democrática dos trabalhadores e levar a proposta para votação, mas nossa orientação é clara: votar não", afirmou Odair Mariano, presidente do sindicato, no final de semana.
Até o fechamento desta edição, por volta das 20 horas, os sindicalistas não haviam se manifestado sobre o resultado. Divulgaram a aprovação nas redes sociais.
Menu