A Prefeitura de Itatiaia realiza uma capacitação voltada ao monitoramento ambiental e à identificação de áreas de risco para a febre maculosa. Cerca de 20 profissionais das Vigilâncias Ambiental em Saúde e Epidemiológica participam das atividades, realizadas em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O treinamento teve início na terça-feira (6) e segue até esta quinta (8).
A programação reúne conteúdos teóricos e atividades práticas de campo. Entre os procedimentos abordados estão técnicas de coleta, armazenamento e envio de amostras para análise laboratorial, delimitação de áreas de risco, identificação de espécimes e manipulação de hospedeiros. Também estão previstas demonstrações dos equipamentos utilizados na captura de vetores e atividades laboratoriais.
A capacitação ocorre em um momento em que Itatiaia é classificada como área de risco para febre maculosa, devido à presença de vetores e ao histórico de óbito registrado no município nos últimos cinco anos. O trabalho faz parte das ações de Vigilância em Saúde para ampliar o monitoramento de locais onde há presença de carrapatos e preparar as equipes para a identificação de situações de possível exposição.
Na terça-feira, a programação foi dedicada à ecoepidemiologia da febre maculosa brasileira. Na quarta-feira (7), foram realizadas demonstrações dos equipamentos e procedimentos empregados na captura de vetores, além de atividade de campo para coleta. Nesta quinta-feira (8), estão previstas novas atividades de campo e laboratoriais.
Participam da capacitação médicos-veterinários, enfermeiras, bióloga e agentes de combate às endemias. Segundo o diretor de Vigilância em Saúde, Raphael Andrade de Castro, o treinamento busca preparar os profissionais para identificar e monitorar áreas de risco, realizar a coleta de vetores e adotar medidas de vigilância relacionadas à doença.
Em 2026, cinco casos suspeitos de febre maculosa foram notificados em Itatiaia: um em março, um em junho, dois em agosto e um em setembro. De acordo com a Vigilância em Saúde, todos foram descartados. As amostras de carrapatos encaminhadas para análise laboratorial também tiveram resultado negativo para a bactéria causadora da doença.
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