Cidades

Competição passa a ser patrimônio cultural do Rio

Competição passa a ser patrimônio cultural do Rio
Lei de autoria de Munir Neto foi sancionada às vésperas da edição de 2026 Crédito: Divulgação

A Olimpede (Olimpíada da Pessoa com Deficiência) passou a ser reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A lei, de autoria do deputado estadual Munir Neto, foi sancionada pelo governador Ricardo Couto na quinta-feira (3), às vésperas da edição de 2026 do evento.

Criada em 1987, a Olimpede reúne pessoas com deficiência em competições de diferentes modalidades esportivas. O evento é realizado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e integra o calendário estadual desde 2023.

Na justificativa da proposta, Munir Neto apontou a importância histórica, cultural e social da competição e seu papel na prática esportiva, socialização e valorização da diversidade. Para o deputado, o reconhecimento como patrimônio também contribui para a preservação e continuidade da iniciativa.

"A Olimpede traz uma coisa maravilhosa, a inclusão de verdade, feita através do esporte. Já é um evento tradicional e conhecido em todo o Brasil, não só pela proposta, mas também pela organização", afirmou Munir.

A edição deste ano recebeu participantes de municípios fluminenses, além de Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. Antes da competição, a prefeitura estimava a presença de mais de 2,5 mil pessoas, entre atletas, técnicos e acompanhantes de 111 escolas e instituições.

Entre eles esteve Miguel Tenório, de 15 anos, que veio de Rio das Ostras e conquistou uma medalha na natação. O professor de paradesporto Miguel de Souza Esteves, que acompanhou a delegação, destacou a possibilidade de participação de pessoas com diferentes tipos de deficiência.

"A Olimpede, ao meu ver, é um dos maiores marcos na história do paradesporto, porque reúne pessoas que na sociedade talvez ficariam à parte e aqui tem esporte para pessoas com todos os tipos de deficiência", declarou.

Gerente de Paradesportos da Secretaria Municipal de Esportes de Barra Mansa, Edmara Santos também acompanhhou a edição. Segundo ela, as modalidades adaptadas permitem a participação de atletas diversos e contribuem para o desenvolvimento da autonomia.