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Acidentes com animais que transmitem raiva chegam a 28 mil

Acidentes com animais que transmitem raiva chegam a 28 mil

O Estado do Rio de Janeiro registrou 28.422 atendimentos de pessoas vítimas de acidentes com animais potencialmente transmissores da raiva entre janeiro e julho deste ano. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a vacina antirrábica foi indicada na maioria dos casos. Cães e gatos estiveram envolvidos na maior parte das ocorrências, além de morcegos e micos (saguis).

A raiva é uma doença grave, transmitida pela saliva de animais infectados por meio de mordidas, lambeduras em pele lesionada ou arranhada e contato com mucosas.

Em caso de acidente, a orientação é lavar o ferimento imediatamente com água e sabão em abundância e procurar uma unidade de saúde, mesmo que a lesão pareça pequena. Ferimentos na cabeça, face, couro cabeludo, mãos, dedos e pescoço, além de múltiplas mordeduras, são considerados de maior gravidade. O profissional de saúde avalia a exposição e indica, quando necessário, vacina, soro ou imunoglobulina antirrábica.

Em trilhas e áreas de mata, a recomendação é não tocar, alimentar ou tentar resgatar animais silvestres, mesmo quando parecem mansos, feridos ou desorientados. Em casa, telas nas janelas ajudam a evitar a entrada de animais.

Cães e gatos domésticos identificados devem ser observados por até 10 dias após o acidente. Se adoecerem, desaparecerem ou morrerem nesse período, o serviço de saúde deve ser informado.