A Secretaria de Educação de Volta Redonda promoveu uma capacitação para profissionais da rede municipal de ensino sobre o combate ao racismo religioso. As palestras abordaram o tema "Laicidade, terreiro e o direito de existir na escola". Cerca de cem diretores das escolas municipais participaram. O evento também entregou livros de literatura da cultura afro-brasileira para escolas.
A ação visa a promoção da igualdade, o combate à discriminação e a garantia da liberdade religiosa para estudantes e servidores pertencentes às religiões de matrizes africanas, que ainda vivenciam, com frequência, situações de discriminação, invisibilização, preconceito e violação de direitos no ambiente escolar.
O combate ao racismo religioso é um viés do Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais, criado pela Secretaria de Educação há um ano, em agosto de 2025. O núcleo promove ações formativas e induz práticas pedagógicas e institucionais que assegurem o respeito à diversidade étnico-racial, cultural e religiosa.
Para esse evento, o núcleo convidou para atuar como parceira na concepção e na realização a Comissão de Terreiros e Povos Tradicionais de Volta Redonda - Mojubá, um coletivo de representação e defesa dos direitos dos povos de religiões de matriz africana e afro-brasileira no Sul Fluminense.
Ainda participaram da capacitação o Observatório Manuel Congo dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro, a Defensoria Pública da União e OAB Volta Redonda, através da comissão de Igualdade Racial.
Debates
Entre os temas abordados estavam "Racismo religioso e intolerância religiosa"; "O papel das instituições públicas, a ação dos órgãos de controle na garantia de direitos"; "A quantidade de instituições religiosas de matrizes africanas em Volta Redonda e outros dados importantes do Observatório"; "O trabalho da Comissão Mojubá e do Observatório Manoel Congo"; "A importância da laicidade nas instituições públicas"; "O direito à liberdade religiosa"; e "Quais são os caminhos que pessoas de religiosidades de matrizes africanas podem percorrer para terem seus direitos garantidos e como as instituições podem ser responsabilizadas".
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