A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende, recebeu no fim de semana, o Exercício Tático com Tiro Real da Subunidade (ETTR), atividade que marcou a etapa final da segunda fase da Operação Aratu XI. O treinamento reuniu mais de 500 militares de 14 organizações militares e teve como objetivo validar procedimentos operacionais e certificar a capacidade da tropa em um cenário de combate simulado.
O ETTR é considerado o ponto culminante do período de adestramento e segue uma metodologia dividida em etapas que incluem planejamento tático, treinamento de coordenação de fogos, validação dos armamentos, exercício com munição de festim e, por fim, a execução com munição real. O processo busca aperfeiçoar a coordenação entre as frações e sincronizar o emprego dos diferentes sistemas de armas utilizados durante a operação.
Durante o exercício, militares infiltrados realizaram a proteção da zona de desembarque com o apoio de uma metralhadora calibre .50 embarcada em uma aeronave Esquilo (Fennec). Em seguida, uma companhia prosseguiu pela faixa de infiltração em direção à linha de contato, enquanto os meios de apoio executavam fogos de preparação que simulavam a neutralização das posições inimigas antes do início do ataque principal.
Ao alcançar a linha de contato, a tropa iniciou a ofensiva utilizando diferentes armamentos, entre eles fuzis, metralhadoras MAG, metralhadoras Minimi 7,62 mm, morteiro 81 mm, obuseiro 105 mm e o canhão sem recuo Carl Gustaf 84 mm. Segundo o Exército, a integração entre os meios de apoio e as frações de combate permitiu a execução coordenada das ações previstas para o treinamento.
O comandante da Brigada de Infantaria Aeromóvel, general de brigada Pedro Aires Pereira Júnior, afirmou que o exercício encerrou o ciclo de certificação da tropa e possibilitou a avaliação da capacidade operacional de uma companhia de fuzileiros do 5º Batalhão de Infantaria Aeromóvel, base da Força-Tarefa Aeromóvel. Segundo ele, a certificação concedida pelo Comando de Operações Terrestres representa o reconhecimento da prontidão operacional da unidade para o cumprimento de missões.
O oficial de ligação de Artilharia no exercício, capitão Daniel Chicarino, destacou a atuação da 2ª Bateria de Obuses do 20º Grupo de Artilharia de Campanha Aeromóvel. De acordo com o militar, a unidade executou diversas missões de tiro durante a atividade, colocando em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do período de instrução e iniciando a fase de prontidão permanente para apoio de fogo à Brigada de Infantaria Aeromóvel.
A aspirante médica Isabelle Cavarzan, do 5º Batalhão de Infantaria Aeromóvel, participou da operação integrando a equipe responsável pelo apoio em saúde. Ela explicou que o grupo prestou atendimento durante toda a atividade e manteve o treinamento voltado à atuação em contexto operacional, destacando a experiência como parte importante de sua formação militar.
Na fase final do exercício, os militares realizaram a abertura de brecha em obstáculo com o emprego de munições fumígenas para mascarar o deslocamento da tropa. Em seguida, foi executado o assalto às posições inimigas simuladas e a conquista do objetivo previsto no planejamento.
Além da AMAN e da Brigada de Infantaria Aeromóvel, participaram da operação integrantes do Comando de Operações Terrestres (COTER), do Centro de Adestramento Leste (CA Leste), da 2ª Divisão de Exército (2ª DE) e do 1º Batalhão de Aviação do Exército (1º BAvEx). Segundo o Exército, o treinamento permitiu aplicar a doutrina militar terrestre em operações ofensivas, aperfeiçoando a coordenação entre as funções de combate, a liderança e a capacidade de tomada de decisão em ambiente operacional.
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