Em uma votação acirrada, a Câmara Municipal de Nova Friburgo derrubou o veto do prefeito Jhonny Maycon ao Projeto de Lei nº 193/2026, conhecido como "PL Lagosta", que cria um auxílio-alimentação de R$ 50 por dia útil para os vereadores. O veto foi rejeitado por 11 votos a 9, e a proposta agora será promulgada pelo Legislativo.
Votaram pela derrubada do veto os vereadores Carlinhos do Kiko (PL), Bruno Silva (MDB), Isaque Demani (PL), Cascão do Povo (Podemos), Walace Piran (PL), Max Bill (MDB), Janio de Carvalho (União), Tia Karla (Republicanos), Ângelo Gaguinho (PL), Evandro Miguel (MDB) e Dirceu Tardem (PL).
Já pela manutenção do veto votaram Maicon Gonçalves (Mobiliza), Marcus Marins (PSD), Maiara Felício (PT), Cláudio Damião (PT), Gabriel do Zezinho (Solidariedade), Rômulo Pimentel (Podemos), Cristiano Huguenin (PP), José Carlos (União) e Joelson do Pote (PDT).
Antes da votação em plenário, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara emitiu parecer contrário ao veto. No entendimento da comissão, o Legislativo possui autonomia administrativa, financeira e orçamentária, o que afastaria a justificativa apresentada pelo Executivo para barrar a proposta.
A votação também evidenciou um cenário político incomum. Parte da base governista e o próprio líder do governo na Câmara votaram pela derrubada do veto do prefeito, enquanto vereadores da oposição defenderam a manutenção da decisão do Executivo.
Ao vetar integralmente o projeto, a Prefeitura argumentou que a criação do benefício contrariaria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o Executivo, o município ultrapassou o limite prudencial de gastos com pessoal, o que impediria a criação de novas despesas dessa natureza. O governo também alegou questionamentos relacionados à moralidade administrativa e ao impacto financeiro da medida.
O projeto havia sido aprovado anteriormente em primeira e segunda discussões por 11 votos favoráveis e oito contrários. De autoria da Mesa Diretora, a proposta altera a Lei Municipal nº 4.996/2023 para estender aos vereadores um benefício já concedido aos servidores da Câmara.
Durante a tramitação da matéria, as sessões foram marcadas por manifestações contrárias de parte do público presente no plenário, que reagiu com vaias à leitura da proposta. O texto ainda recebeu uma emenda aditiva estabelecendo que os parlamentares interessados no benefício deverão apresentar requerimento formal para aderir ao auxílio.
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