Serrano

MPRJ debate políticas de prevenção aos desastres

Friburgo precisa ampliar a proteção e ações de Defesa Civil

MPRJ debate políticas de prevenção aos desastres
Ação foi ajuizada após recomendação do MP não ser atendida Crédito: Arquivo Correio da Manhã

Nova Friburgo sediou uma reunião organizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para tratar de assuntos relacionados às medidas adotadas pelo poder público para a prevenção dos efeitos causados por desastres socioambientais na cidade. O município serrano tem históricos que demonstram a fragilidade frente aos efeitos climáticos extremos.

Devido ao estado de vulnerabilidade, o MPRJ, através do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA/MPRJ), da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Nova Friburgo e do projeto Morte Zero, promoveu o evento, já que o município teve falhas apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) nas políticas de prevenção e resposta a desastres naturais, ao lado das cidades de Petrópolis e Teresópolis, ambas sucintas à tragédia socioambiental.

Por esses motivos, os órgãos fiscalizadores acompanham a implementação de medidas de mitigação de desastres nas regiões citadas. Em Friburgo, o coordenador do GAEMA/MPRJ, José Alexandre Maximino, ressaltou que analisa as movimentações do governo e a efetividade das políticas de prevenção e resposta a desastres.

Importância do monitoramento

Conforme dados do "Terceiro Relatório de Cidades, Chuvas e Prevenção", da Frente Parlamentar de Prevenção às Tragédias e Moradia Digna da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), municípios da Região Serrana reservam menos de 0,50% do orçamento público para investir em Defesa Civil e prevenção de desastres socioambientais.

O levantamento também indica que o conjunto serrano possui o maior número de mortes por eventos climáticos extremos.

Segundo o relatório, Nova Friburgo investe 0,053% do orçamento municipal na Secretaria de Defesa Civil. O percentual caiu drasticamente em 2025, passando de 0,25%, aproximadamente R$ 2.374.958,67 em 2024, para R$ 537.200,00, valor correspondente à porcentagem atual.

Por esse motivo, o MPRJ se torna um aliado da causa ao monitorar, segundo José, as principais ações, projetos e programas que visam à prevenção. O coordenador destacou ainda que os órgãos públicos se comprometeram a enviar ao MPRJ informações detalhadas sobre os que vêm sendo implementados nos âmbitos estadual e municipal.

"As propostas dizem respeito ao diagnóstico, modernização e ampliação da rede de monitoramento hidrometeorológico, mitigação de riscos de inundação e deslizamento, ampliação de sirenes em áreas críticas, atualizações do Plano Municipal de Redução de Riscos de Desastres e parcerias no desenvolvimento", frisou o MP.