O ex-marido do galerista americano Brent Sikkema foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e pagar pelo seu assassinato, em janeiro de 2024, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A sentença contra Daniel Sikkema, 56 anos, foi anunciada na última quarta-feira (4) pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York.
Daniel já tinha sido considerado culpado em maio deste ano pelos crimes de homicídio por encomenda, conspiração para cometer homicídio por encomenda e conspiração para cometer um assassinato em outro país.
De acordo com a acusação, Daniel contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para matar Brent, depois de um divórcio conturbado. Por isso, segundo a Justiça americana, ele planejou e financiou o crime. A vítima foi morta a facadas na residência que possuía no bairro da Zona Sul do Rio.
Na condenação em maio, o cubano Daniel Sikkema, que tem cidadania americana, foi apontado como financiador do crime e que usou pessoas próximas como intermediárias. "Ele pagou pelo assassinato do próprio marido e manipulou amigos para fazer isso", afirmou a promotora Meredith Foster.
A defesa do condenado alegava que os repasses de dinheiro a Alejandro não eram pagamentos pelo crime. Daniel teria escondido a ligação com Prevez "porque estava em pânico após o assassinato", disse à época o advogado Richard Levitt.
O crime
Alejandro Triana Prevez foi preso pela Polícia Civil do Rio em janeiro de 2024, quatro dias após o crime. O julgamento dele pelo crime na Justiça brasileira está marcado para janeiro de 2027.
Brent foi assassinado dentro do seu apartamento no Jardim Botânico em 14 de janeiro. A acusação nos Estados Unidos aponta que Prevez deu 18 facadas no galerista.
De acordo com a promotoria americana, o assassino telefonou diversas vezes para Daniel por meio de um número secreto que eles usavam para se comunicar sobre o plano.
Depois do crime, Daniel enviou secretamente US$ 5 mil a Prevez, segundo a acusação, e ainda prometeu outros pagamentos.
Prevez disse em depoimento que recebeu US$ 9 mil para cometer o crime. A defesa de Daniel alegou no julgamento nos Estados Unidos que os pagamentos eram por trabalhos realizados por ele.
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