Um impasse judicial envolve o humorista e roteirista Vinícius Antunes, conhecido como Cacofonias, e a Escola Suíço-Brasileira, situada na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A instituição de ensino ingressou com ações nas esferas cível e criminal contra o comunicador por difamação. O processo teve início após Vinícius publicar denúncias relativas a um funcionário da escola, Rodrigo Frota, que proferiu comentários nas redes sociais sobre o falecimento do filho do humorista, ocorrido em março deste ano, em um acidente de trânsito, na Tijuca.
O conflito começou durante o período eleitoral, quando Vinícius mantinha publicações de cunho político em suas redes sociais. Em interações na plataforma Instagram, o perfil pessoal de Rodrigo Frota veiculou as frases: "Seu filho vai bem, babaca?" e "Petista bão é petista lacrado no caixão".
As declarações faziam referência a Francisco, de 9 anos, que faleceu ao lado da mãe, Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, em um acidente de trânsito na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, em 30 de março de 2026.
Vinícius tentou contato com a escola para realizar a denúncia
Ao verificar que o autor dos comentários trabalhava na escola da Barra da Tijuca, Vinícius tentou contato com a instituição por e-mail, telefone e redes sociais para relatar o caso. Segundo o humorista, seus perfis foram bloqueados pelos canais oficiais da escola, e os contatos telefônicos não foram atendidos. Diante da ausência de retorno, ele optou por publicar o ocorrido em suas redes sociais.
Advogados enxergam decisão como exagerada
Após a repercussão do caso, a Escola Suíço-Brasileira acionou o Judiciário e obteve uma liminar que impede o humorista de citar o nome da instituição e do funcionário, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Os advogados de defesa de Vinícius, Matheus Emídio e Daniele Emídio, informaram que recorrerão da decisão por considerá-la desproporcional. O humorista afirmou dispor de registros de telas e áudios para apresentar à Justiça.
Segundo a defesa, a decisão limita manifestações públicas de Vinícius como se ele representasse algum perigo a crianças ou alunos. O advogado contestou essa interpretação e disse que o humorista procurou a instituição para denunciar uma situação, não para ameaçar a comunidade escolar.
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