O atacante do Vasco David Corrêa foi intimado pela Polícia Civil a entregar seu passaporte e tomar ciência de medidas cautelares da Justiça do Espírito Santo. Ele deveria comparecer na 14ª DP (Leblon) nesta sexta-feira para cumprir a determinação judicial, devido a uma investigação sobre crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de drogas e armas, e lavagem de dinheiro.
O passaporte foi entregue pelo advogado do jogador. Ele alegou que o atleta não foi pessoalmente porque chegou durante a madrugada em casa, após o jogo contra o Flamengo, que aconteceu no Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro.
Entre as medidas cautelares estão a proibição de deixar o país, a restrição de contato com outros investigados e testemunhas, além da obrigação de comparecer periodicamente à Justiça.
Caso não cumpra as determinações judiciais, pode ser decretada a prisão do jogador. A investigação é realizada pela Polícia do Espírito Santo e foi batizada de Operação A Tropa.
Jogador foi alvo de operação
Conhecido como DVD, David Corrêa foi alvo da operação no dia 31 de agosto, que ocorreu no Rio, em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de São Paulo, Goiás e Distrito Federal. A ação buscava cumprir quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.
No Rio, a ação foi apoiada pelas equipes da 14ª DP (Leblon) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme). Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de David, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e o Centro de Treinamento do Vasco, em Jacarepaguá. O jogador, inclusive, foi até o CT por conta própria para acompanhar o cumprimento das diligências.
Em comunicado, o Vasco afirmou que colaborava com as autoridades e que aguarda o resultado das investigações.
A investigação busca reunir provas contra suspeitos envolvidos com os crimes relatados. O nome 'A Tropa', segundo as autoridades capixabas, foi escolhido porque essa era a expressão utilizada pelos próprios investigados para se referirem ao grupo criminoso.
A operação busca reunir provas sobre a estrutura da organização, a movimentação de recursos e a possível participação de pessoas ligadas a diferentes atividades nos crimes investigados.
Menu