O Hospital Municipal Miguel Couto (HMMC) celebrou no último domingo (25) exatamente 90 anos de funcionamento contínuo. Inaugurado em 1936 na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o complexo hospitalar consolidou-se como uma das maiores emergências da capital fluminense.
Além disso, a unidade ganhou espaço como referência nacional em traumatologia e ortopedia por meio do histórico Serviço de Ortopedia e Traumatologia Professor Nova Monteiro, polo formador de gerações de residentes e especialistas.
Anualmente, a unidade pública realiza cerca de sete mil cirurgias, 100 mil atendimentos ambulatoriais e de urgência, e mais de 110 mil exames diagnósticos.
Em quase um século de atuação, o Miguel Couto acompanhou a evolução da medicina moderna, a incorporação de novas tecnologias e as intensas transformações urbanas cariocas.
O hospital precisou adaptar suas rotinas operacionais para absorver a crescente demanda de vítimas de acidentes com motocicletas, traumas diversos e ferimentos por arma de fogo.
Por estar localizado estrategicamente próximo a um heliponto, o HMMC recebe diariamente pacientes politraumatizados graves vindos de várias regiões do estado.
"O Miguel Couto é um dos principais hospitais da rede municipal, referência para atendimentos de trauma, de ortopedia, de neurocirurgia e de cirurgia vascular. Uma unidade que mantém vivo o legado de um dos médicos mais importantes da história da ortopedia no Brasil, o Professor Nova Monteiro. Hoje, o hospital tem uma das equipes mais experientes no atendimento de ortopedia e traumatologia e, além do atendimento de qualidade prestado aos pacientes, forma todos os anos novas gerações de ortopedistas", ressalta o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado.
A tradição do Serviço Nova Monteiro, que soma 75 anos de existência e executa cerca de duas mil cirurgias ortopédicas por ano, sustenta o protagonismo da instituição no cenário médico internacional.
"Somos uma referência da ortopedia em todo o país, recebendo anualmente ortopedistas do mundo inteiro para realizar estágio e por onde já passaram centenas dos mais importantes especialistas do nosso país. Isso reflete claramente, junto com outros grandes serviços que temos como o de neurocirurgia, cirurgia geral e vascular, para sermos uma referência de excelência ao atendimento ao politraumatizado", explica o diretor-geral do HMMC, Cristiano Chame.
A trajetória do médico Cristiano Chame no hospital começou nos anos 2000 como acadêmico e residente. Aprovado como servidor municipal em 2009, ele assumiu a chefia do Centro Cirúrgico em 2010 e assumiu a direção geral em 2015.
"Desde pequeno o meu desejo sempre foi ser médico. De verdade, nunca pensei ser outra profissão. Desde o início sempre tive o desejo de me tornar ortopedista e poder seguir os passos do meu pai, que também foi residente de ortopedia no Hospital Miguel Couto. Saber que desses 90 anos de hospital, dez anos esteve sob minha gestão, me deixa orgulhoso e emocionado", disse o médico.
Uma das transformações marcantes da gestão foi a abertura da CER Leblon em 2012, organizando o fluxo de menor complexidade e deixando o HMMC focado em traumas de alta gravidade.
Além disso, o setor de Trauma foi reformulado em 2015 para agilizar socorros de ambulâncias, o parque de imagem foi unificado, laboratórios de ensino de Neurocirurgia foram criados, o CTI Pediátrico e a Sala de Acolhimento foram reformados em 2023, os ambulatórios foram modernizados em 2024 e o setor coronariano foi totalmente reestruturado em 2026.
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