campanha antirracista

Rio lança campanha antirracista em toda a cidade

A iniciativa leva informação, orientação e canais de denúncia para moradores e visitantes

Rio lança campanha antirracista em toda a cidade
Ação reúne mídia em espaços públicos, cartilhas e programações Crédito: SEDHIR

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Igualdade Racial (SEDHIR), lançou a campanha "Rio Cidade Antirracista", em parceria com o Ministério da Igualdade Racial e o COMDEDINE-Rio.

A iniciativa espalha mensagens sobre o enfrentamento à discriminação racial em locais de grande circulação por toda a capital, incluindo transporte público (ônibus, BRTs, trens e metrô), outdoors, quiosques da orla, painéis digitais, rádios, emissoras de TV e telões de estádios de futebol.

Identificada pela marca do punho erguido em preto e amarelo, a ação lembra que racismo é crime inafiançável e imprescritível pela legislação brasileira.

"O Rio é uma cidade construída pela população negra, e o racismo não tem lugar aqui. Com essa campanha, queremos que cada carioca e cada pessoa que visita a cidade saiba que discriminar é crime e que existem canais para denunciar", afirma o secretário municipal de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Marcio Santos.

A mobilização conta também com a atuação presencial de promotores da igualdade, que distribuem em pontos turísticos, praias, aeroportos, rodoviárias e estádios uma cartilha explicativa em português, inglês e espanhol. O material diferencia racismo de injúria racial, exemplifica condutas criminosas do cotidiano, orienta sobre expressões discriminatórias a serem eliminadas e indica os canais oficiais de denúncia no município.

Em novembro, a campanha terá desdobramentos durante a Semana da Consciência Negra, com uma agenda inteiramente voltada a seminários, simpósios, palestras, rodas de conversa e apresentações culturais.

O objetivo do município é conscientizar população e visitantes, reforçando o acolhimento às vítimas e a importância de denunciar qualquer violação de direitos através da Central 1746, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), localizada na Rua do Lavradio, no Centro, ou diretamente na própria SEDHIR.