Segurança Pública

Operação na Maré deixa morto e baleados e fecha 41 escolas no Rio

Ação contra o TCP mobiliza cerca de 200 policiais e apreende 12 fuzis. Adolescentes e um PM estão entre os feridos

Operação na Maré deixa morto e baleados e fecha 41 escolas no Rio
Armamento apreendido durante operação na Maré Crédito: Divulgação

Uma operação da Polícia Militar contra o Terceiro Comando Puro (TCP) deixou um homem morto e ao menos nove pessoas baleadas no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (28). Entre os feridos estão adolescentes e um policial militar atingido no braço. O balanço segue em atualização durante a manhã.

A ação começou ainda de madrugada e mobiliza cerca de 200 agentes em comunidades como Vila do João, Morro do Timbau e Baixa do Sapateiro. Participam policiais do Bope, Batalhão Tático de Motociclistas, Batalhão de Choque e Batalhão de Ações com Cães, com sete veículos blindados e apoio aéreo.

Segundo a PM, o objetivo é combater integrantes do TCP, reprimir o tráfico de drogas e retirar armas de circulação. Até a manhã desta segunda, haviam sido apreendidos 12 fuzis, cinco pistolas, granadas e 62 quilos de maconha. O número de presos também aumentou ao longo da operação, chegando a 13 em balanço divulgado no fim da manhã.

A operação provocou reflexos na rotina dos moradores. Ao menos 41 escolas municipais não abriram, enquanto quatro unidades de atenção primária à saúde tiveram o funcionamento suspenso. Feridos foram encaminhados para hospitais da região.

Moradores relataram intensos tiroteios desde a madrugada e afirmaram que a entrada dos policiais ocorreu enquanto ainda havia pessoas nas ruas por causa de celebrações de São Cosme e São Damião. Vídeos divulgados nas redes sociais registraram sequências de disparos, blindados circulando pelas comunidades e barricadas incendiadas.

Um morador também denunciou que um veículo blindado teria arrastado um carro estacionado durante a incursão. Até as primeiras horas da manhã, a Polícia Militar não havia se manifestado especificamente sobre essa denúncia.

A corporação informou que houve confronto no início da operação e que, posteriormente, o cenário apresentou maior estabilidade. Equipes com cães permaneceram nas comunidades para realizar buscas nas áreas onde ocorreram os confrontos.