Rio de Janeiro

Projeto RéP promove o cuidado psicológico e integrado

Projeto RéP promove o cuidado psicológico e integrado
Projeto estimula atividades culturais, esportivas e o fortalecimento de vínculos Crédito: Alexandre Loureiro / Ag. Enquadrar

Pessoas com histórico de transtorno mental têm entre 10 e 20 vezes mais chance de acabar em situação de rua, segundo estudo conduzido em São Paulo e publicado em 2024 na Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Uma vez nessa condição, a saúde mental surge como o segundo problema de saúde mais frequente.

Diante dessa realidade, o projeto Recomeçar é Possível (RéP), situado na Rua do Senado, na Lapa, atua no acolhimento dessa população por meio de ações integradas de fortalecimento de vínculos, arteterapia e geração de renda, fruto da parceria entre a People's Palace Projects Brasil, Instituto LAR e Petrobras.

O foco principal é combater o isolamento social e a perda de laços afetivos que agravam o sofrimento psíquico de quem vive nas ruas do Centro carioca.

O trabalho do RéP se conecta diretamente com a conscientização do Setembro Amarelo, que chega à sua 12ª edição em 2026.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) recebe diariamente mais de 14 mil chamadas pelo telefone 188, evidenciando a escassez de espaços de escuta na sociedade.

Para a população vulnerável, que enfrenta extrema desigualdade social, violência e barreiras no acesso à saúde pública, a falta de assistência psiquiátrica e psicológica especializada torna-se ainda mais grave.

O atendimento no espaço do RéP é estruturado em diferentes etapas para respeitar o tempo de cada indivíduo. Primeiramente, são oferecidos serviços básicos como banho quente, alimentação, roupas limpas e local seguro para pertences. A partir desse primeiro contato humanizado, a equipe técnica identifica as demandas de saúde mental e encaminha os assistidos para atividades culturais, esportivas e cursos capacitantes.

Mais do que uma campanha temporária de conscientização, o projeto busca manter o acolhimento contínuo ao longo de todo o ano, garantindo dignidade, escuta ativa e novas perspectivas de reconstrução de vida para quem mais precisa na capital fluminense.