Ambulantes sem licença protestaram nesta quarta-feira (8) em frente à Prefeitura do Rio contra o Programa Tolerância Zero, que começa no próximo dia 16 de julho na orla da Zona Sul. O grupo critica a associação generalizada da categoria ao crime organizado e cobra a liberação de alvarás que estão travados na burocracia municipal há anos.
A prefeitura e a Secretaria de Ordem Pública (Seop) afirmam que o alvo da operação são mil pontos de venda ilegais controlados por facções e milícias. Eduardo Cavaliere defendeu o rigor da medida: "Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime. Quando você não tem legalização, não pode realizar atividades econômicas no espaço público".
Por outro lado, os manifestantes alegam que trabalham por necessidade e sobrevivência. "Eles estão querendo associar o camelô ao crime organizado. Trabalho em Copacabana há mais de 20 anos e nunca um traficante ou miliciano cobrou nada da gente", desabafou o ambulante Marcos da Silva, que apontou a existência de protocolos de legalização abertos desde 2001 sem resposta.
A coordenação do Movimento Unido dos Camelôs (Muca) exige uma reunião com o prefeito para tentar destravar o cadastramento por CPF e organizar o uso das praias sem criminalizar a classe trabalhadora.
Rio atrai turistas
O turismo no Rio de Janeiro movimentou R$ 12,2 bilhões entre janeiro e abril de 2026, segundo a prefeitura. A cidade recebeu 4,5 milhões de visitantes no período, sendo 3,5 milhões de brasileiros e 990,4 mil estrangeiros. O impacto econômico na capital cresceu 3,2% em comparação ao mesmo quadrimestre do ano de 2025.
Cidade é competitiva
A Riotur apontou o Rio como destino altamente competitivo. O cálculo considerou o gasto médio de R$ 2.195 por turista nacional e R$ 4.516 por estrangeiro. A secretária municipal de Turismo, Daniela Maia, destacou que o turismo caminha com a valorização da experiência cotidiana da cidade, com destaque para gastronomia, moda, esporte e turismo de aventura.
Gastos na hotelaria
A maior parcela das despesas dos turistas concentrou-se no setor de hospedagem e alojamento, somando R$ 5 bilhões (40% do total). Bares e restaurantes vieram em seguida, com R$ 2,9 bilhões. O setor de entretenimento e lazer gerou R$ 1,9 bilhão, enquanto o transporte de passageiros somou R$ 879,2 milhões.
Ataque a policiais
O secretário de Polícia Civil do Rio, Delmir Gouveia, chamou de "covarde" e "brutal" o ataque a tiros contra quatro agentes da DHBF na Avenida Brasil nesta quarta (8). Traficantes do Muquiço balearam dois policiais e um deles morreu. Após o crime, uma grande operação foi iniciada na área, afetando transportes e escolas.
Tributo ao Pearl Jam
A banda Black Circle realiza um tributo ao Pearl Jam nesta sexta-feira (10), às 22h30, no Palco Dolores do Rio Scenarium, no Centro. O show antecipa as comemorações do Dia Mundial do Rock. O repertório inclui clássicos como "Alive" e "Black", com ingressos a partir de R$ 30 e som do DJ Gustavo Jr. na abertura e no pós-show.
"O Povo Pergunta"
O projeto "O Povo Pergunta" encerrou suas atividades nesta quarta-feira (8) na Cinelândia. Parceria entre a Super Rádio Tupi e a Câmara do Rio, a ação registrou 200 atendimentos e ouviu demandas sobre falta de ônibus, descarte de lixo e segurança. O Legislativo encaminhará os pedidos oficialmente à Prefeitura.