A Comissão de Finanças da Câmara do Rio realizou, nesta terça-feira (02), o terceiro dia de audiências públicas sobre o PL 2.074/2026, que define as metas fiscais do município para 2027. Participaram da reunião representantes das secretarias municipais de Saúde e de Fazenda, além dos vereadores Rosa Fernandes (PSD), Welington Dias (PDT) e Flávio Valle (PSD).
Durante a apresentação da Secretaria Municipal de Saúde, o secretário Rodrigo Prado detalhou metas previstas até 2028, entre elas a construção de seis novas Clínicas da Família, a criação de dois Super Centros Cariocas de Saúde nas zonas Norte e Oeste e a implantação de 10 Centros Especializados no Estímulo ao Desenvolvimento do Espectro Autista. A pasta também pretende reduzir a taxa de mortalidade infantil e acolher, anualmente, ao menos 7 mil pessoas em situação de rua nas Unidades de Acolhimento e Reinserção Social.
O secretário também apresentou os objetivos previstos para os programas da Saúde em 2027. Na Atenção Primária, a meta é adquirir novos equipamentos e realizar obras de construção, ampliação e reforma. Já na área de Atenção Psicossocial, estão previstas quatro intervenções em centros especializados e a qualificação de mil profissionais para ações de prevenção ao suicídio.
Na Atenção Especializada, a previsão é adquirir novos equipamentos e construir uma nova unidade. Já no programa de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência, a meta para o próximo ano é alcançar quase 2 milhões de atendimentos nas UPAs e cerca de 947 mil nas Coordenações de Emergência Regionais (CERs).
Saúde da Família entra em debate
Entre os temas discutidos, o vereador Flávio Valle questionou os investimentos previstos para ampliar as equipes da Saúde da Família. Segundo ele, o anexo de metas fiscais projeta 1.571 equipes para os próximos anos, enquanto atualmente 1.379 estão em funcionamento.
O parlamentar também ressaltou a importância da Atenção Primária para áreas além da saúde, como a segurança pública, citando ações de prevenção à gravidez na adolescência.
Em resposta, Rodrigo Prado afirmou que o custo estimado é de aproximadamente R$ 1 milhão por equipe, totalizando cerca de R$ 1,5 bilhão para manutenção e expansão. O secretário destacou, porém, a ausência de repasses estaduais para o setor.
"Infelizmente, não temos financiamento estadual. Já o Governo Federal avalia diversos indicadores para a concessão do financiamento", explicou.
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