Rio de Janeiro

Letalidade violenta no estado tem menor patamar em 35 anos

Baixada Fluminense lidera redução de mortes violentas neste quadrimestre

Letalidade violenta no estado tem menor patamar em 35 anos
Queda de 11% na comparação com janeiro a abril de 2025 Crédito: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Por Redação

O Estado do Rio de Janeiro registrou, entre janeiro e abril, o menor índice de mortes violentas desde o início da série histórica, em 1991. Dados divulgados nesta terça-feira (19) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam queda de 10,8% na letalidade violenta em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 1.242 vítimas nos quatro primeiros meses do ano. Apenas em abril, a redução foi de 12,7%, consolidando o menor resultado já registrado tanto para o acumulado do quadrimestre quanto para o mês.

Na análise regional, a Baixada Fluminense (RISP 3) apresentou a maior redução no número de vítimas, passando de 400 mortes no primeiro quadrimestre de 2025 para 278 em 2026 — uma queda de 30,5%. Já as regiões Norte e Noroeste Fluminense registraram aumento de 10,5%, com 126 vítimas neste ano contra 114 no mesmo período do ano passado.

Entre os crimes contra a vida, as mortes por intervenção de agentes do Estado caíram 18%, enquanto os homicídios dolosos apresentaram redução de 8,2%. Os casos de feminicídio também diminuíram: foram 27 vítimas entre janeiro e abril de 2026, nove a menos do que no mesmo período de 2025.

Nos crimes contra o patrimônio, os roubos de rua tiveram redução de 20,4%, somando 16.849 registros nos quatro primeiros meses do ano — 4.325 casos a menos que em 2025. O resultado representa o menor índice para o período nos últimos 21 anos. Em contrapartida, os roubos de veículos e de carga cresceram significativamente.

Os roubos de veículos aumentaram 26,5% no acumulado do ano e 61,4% somente em abril. A maior alta foi registrada na área da AISP 9, que engloba Madureira, Campinho, Coelho Neto e regiões próximas, onde os casos passaram de 694 para 1.033. Já a AISP 39, em Belford Roxo, apresentou a maior redução, com queda de 390 para 265 ocorrências.

Os roubos de carga também avançaram, com aumento de 32,1% no quadrimestre. Foram 1.378 registros em 2026, contra 1.043 no mesmo período do ano anterior. A região da AISP 16, que inclui Brás de Pina, Olaria e Cordovil, concentrou o maior crescimento da modalidade, com 225 casos. Novamente, Belford Roxo (AISP 39) apresentou a maior redução, caindo de 54 para 24 ocorrências.

As forças de segurança também registraram avanços nos indicadores de produtividade policial. Entre janeiro e abril, foram apreendidas 2.244 armas, incluindo 309 fuzis — média de um fuzil retirado de circulação a cada nove horas. O número representa aumento de 18,4% nas apreensões de armas de longo alcance.

No mesmo período, 7.314 veículos foram recuperados, alta de 17,2% em comparação com 2025. As apreensões de drogas chegaram a 9.170 registros, crescimento de 11,3%. Além disso, foram cumpridos 4.237 mandados de prisão e realizadas 15.129 prisões em flagrante, média de 126 detenções por dia.

Entre os principais indicadores do período, o roubo de rua registrou 16.849 ocorrências no primeiro quadrimestre de 2026 e 3.939 em abril, alcançando o menor resultado para o acumulado desde 2005 e para o mês desde 2004, além de apresentar queda de 20,4% em comparação com 2025. Os homicídios dolosos somaram 924 vítimas entre janeiro e abril e 208 somente em abril, marcando o menor número desde o início da série histórica, em 1991. A letalidade violenta também atingiu o menor índice da série para o período e para o mês, com 1.242 vítimas no quadrimestre e 269 em abril.

As mortes por intervenção de agentes do Estado totalizaram 237 casos no quadrimestre, representando redução de 18%, enquanto os feminicídios registraram 27 vítimas, o menor resultado desde 2024. Em contrapartida, os roubos de carga cresceram 32,1%, chegando a 1.378 ocorrências, e os roubos de veículos aumentaram 26,5%, totalizando 10.313 casos.

Na produtividade policial, as apreensões de fuzis chegaram a 309 registros, crescimento de 18,3%, enquanto a recuperação de veículos alcançou 7.314 automóveis, alta de 17,3%. O cumprimento de mandados de prisão somou 4.237 ações, aumento de 7,7%, e as apreensões de drogas atingiram 9.170 registros, crescimento de 11,2%. Já as prisões em flagrante totalizaram 15.129 ocorrências, aumento de 5,5%, e as apreensões de armas chegaram a 2.244 registros, alta de 10,8% em relação ao ano anterior.