Por Redação
O Estado do Rio de Janeiro registrou, entre janeiro e abril, o menor índice de mortes violentas desde o início da série histórica, em 1991. Dados divulgados nesta terça-feira (19) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam queda de 10,8% na letalidade violenta em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 1.242 vítimas nos quatro primeiros meses do ano. Apenas em abril, a redução foi de 12,7%, consolidando o menor resultado já registrado tanto para o acumulado do quadrimestre quanto para o mês.
Na análise regional, a Baixada Fluminense (RISP 3) apresentou a maior redução no número de vítimas, passando de 400 mortes no primeiro quadrimestre de 2025 para 278 em 2026 — uma queda de 30,5%. Já as regiões Norte e Noroeste Fluminense registraram aumento de 10,5%, com 126 vítimas neste ano contra 114 no mesmo período do ano passado.
Entre os crimes contra a vida, as mortes por intervenção de agentes do Estado caíram 18%, enquanto os homicídios dolosos apresentaram redução de 8,2%. Os casos de feminicídio também diminuíram: foram 27 vítimas entre janeiro e abril de 2026, nove a menos do que no mesmo período de 2025.
Nos crimes contra o patrimônio, os roubos de rua tiveram redução de 20,4%, somando 16.849 registros nos quatro primeiros meses do ano — 4.325 casos a menos que em 2025. O resultado representa o menor índice para o período nos últimos 21 anos. Em contrapartida, os roubos de veículos e de carga cresceram significativamente.
Os roubos de veículos aumentaram 26,5% no acumulado do ano e 61,4% somente em abril. A maior alta foi registrada na área da AISP 9, que engloba Madureira, Campinho, Coelho Neto e regiões próximas, onde os casos passaram de 694 para 1.033. Já a AISP 39, em Belford Roxo, apresentou a maior redução, com queda de 390 para 265 ocorrências.
Os roubos de carga também avançaram, com aumento de 32,1% no quadrimestre. Foram 1.378 registros em 2026, contra 1.043 no mesmo período do ano anterior. A região da AISP 16, que inclui Brás de Pina, Olaria e Cordovil, concentrou o maior crescimento da modalidade, com 225 casos. Novamente, Belford Roxo (AISP 39) apresentou a maior redução, caindo de 54 para 24 ocorrências.
As forças de segurança também registraram avanços nos indicadores de produtividade policial. Entre janeiro e abril, foram apreendidas 2.244 armas, incluindo 309 fuzis — média de um fuzil retirado de circulação a cada nove horas. O número representa aumento de 18,4% nas apreensões de armas de longo alcance.
No mesmo período, 7.314 veículos foram recuperados, alta de 17,2% em comparação com 2025. As apreensões de drogas chegaram a 9.170 registros, crescimento de 11,3%. Além disso, foram cumpridos 4.237 mandados de prisão e realizadas 15.129 prisões em flagrante, média de 126 detenções por dia.
Entre os principais indicadores do período, o roubo de rua registrou 16.849 ocorrências no primeiro quadrimestre de 2026 e 3.939 em abril, alcançando o menor resultado para o acumulado desde 2005 e para o mês desde 2004, além de apresentar queda de 20,4% em comparação com 2025. Os homicídios dolosos somaram 924 vítimas entre janeiro e abril e 208 somente em abril, marcando o menor número desde o início da série histórica, em 1991. A letalidade violenta também atingiu o menor índice da série para o período e para o mês, com 1.242 vítimas no quadrimestre e 269 em abril.
As mortes por intervenção de agentes do Estado totalizaram 237 casos no quadrimestre, representando redução de 18%, enquanto os feminicídios registraram 27 vítimas, o menor resultado desde 2024. Em contrapartida, os roubos de carga cresceram 32,1%, chegando a 1.378 ocorrências, e os roubos de veículos aumentaram 26,5%, totalizando 10.313 casos.
Na produtividade policial, as apreensões de fuzis chegaram a 309 registros, crescimento de 18,3%, enquanto a recuperação de veículos alcançou 7.314 automóveis, alta de 17,3%. O cumprimento de mandados de prisão somou 4.237 ações, aumento de 7,7%, e as apreensões de drogas atingiram 9.170 registros, crescimento de 11,2%. Já as prisões em flagrante totalizaram 15.129 ocorrências, aumento de 5,5%, e as apreensões de armas chegaram a 2.244 registros, alta de 10,8% em relação ao ano anterior.