A Prefeitura do Rio assinou, nesta quinta-feira (07) o convênio de adesão do município à iniciativa Floresta Viva, sendo a primeira cidade do país a entrar no programa. Assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o convênio prevê o investimento de R$ 10 milhões, sendo metade aportada pelo Banco e metade pelo município, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Clima.
Os recursos serão utilizados para apoio a projetos de restauração ecológica e produtiva do bioma Mata Atlântica no município do Rio, especificamente na Serra da Posse, em Campo Grande, na Zona Oeste.
Com prazo de execução de 48 meses, o projeto prevê o plantio e a manutenção de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em uma área total de 93 hectares, fortalecendo a recuperação ambiental e a resiliência climática da região. A área de intervenção fica dentro da Área de Relevante Interesse Ecológico Floresta da Posse (ARIEFP) e abrange trechos dos morros das Paineiras, da Posse e Luís Bom, em Campo Grande, o maior bairro do País.
"Não podia ter outra cidade para ser a primeira a aderir ao Floresta Viva. O Rio tem um programa de reflorestamento histórico há mais de 40 anos, que na verdade nasce com o reflorestamento da floresta da Tijuca há 200 anos. Com esse projeto, a gente restaura o bioma de Mata Atlântica, garantindo infraestrutura verde, e fazendo isso, como todos os projetos ambientais da prefeitura, com as lideranças das próprias comunidades que vivem limítrofes a essas florestas e que lideram esse processo, para que a gente possa avançar mais e mais com o reflorestamento", disse o prefeito Eduardo Cavaliere.
O projeto promove a criação de um corredor ecológico, integrando áreas previamente reflorestadas pelo Programa Mutirão Reflorestamento e por medidas compensatórias ambientais. Com isso, será formada uma faixa contínua de vegetação, essencial para o deslocamento da fauna, a manutenção da biodiversidade e a estabilidade ecológica da região.
"Estamos felizes porque o Rio de Janeiro é o primeiro município do Brasil que assume essa agenda com prioridade. Reflorestar esses bairros onde, no verão, a sensação de calor chega a 48ºC é muito importante, porque árvores, especialmente as árvores nativas, elas dão oxigênio, elas limpam o ar, trazem sombra, e, consequentemente, melhora a qualidade de vida da população. Aqui nós estamos cuidando de uma natureza que foi fundamental pra cidade ser o que ela é", afirmou Mercadante.
A proposta de restauração substitui gradativamente gramíneas invasoras por cobertura arbórea nativa, reduzindo o risco de incêndio e promovendo o sombreamento natural do solo.