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Lula pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposto favorecimento da Meta

Campanha apresenta ação ao TSE e acusa plataformas de ampliar alcance do senador e restringir conteúdos do presidente. Empresa nega favorecimento

Por Bianca Lobianco

Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno da eleição presidencial de 2026

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pede a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A ação aponta suposta manipulação dos algoritmos da Meta, controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp, em benefício do senador na disputa presidencial.

A coligação de Lula sustenta que houve uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico. Entre os elementos apresentados estão diferenças no alcance de publicações, restrições ao impulsionamento de conteúdos ligados ao presidente e recomendações de perfis favoráveis a Flávio em ferramentas das plataformas.

A ofensiva judicial ocorre após uma sequência de reclamações da campanha petista sobre o funcionamento dos serviços da Meta. Reportagens da Folha relataram mensagens internas em que funcionários da empresa discutiam falhas técnicas que prejudicaram anúncios de Lula. A campanha também questionou o comportamento de ferramentas de inteligência artificial e recomendações de conteúdo durante o segundo turno.

A Meta nega favorecimento político e atribui os episódios relatados a problemas técnicos e à aplicação de suas regras eleitorais. A empresa afirma tratar os candidatos de forma equitativa. As alegações da campanha de Lula ainda dependem de análise judicial e não demonstram, por si só, que houve manipulação deliberada.

O TSE já havia determinado medidas para assegurar tratamento igualitário entre os candidatos e exigido esclarecimentos da plataforma. Em outra ação, envolvendo Nikolas Ferreira e Pablo Marçal, a Justiça Eleitoral restringiu o impulsionamento pago de conteúdos dos dois apoiadores de Flávio até o segundo turno. Trata-se de processo distinto, embora relacionado à disputa sobre propaganda digital.

O novo pedido de cassação eleva a tensão jurídica na reta final da eleição, marcada para domingo (25). O protocolo da ação não significa que a chapa tenha sido cassada. Caberá ao TSE examinar as provas, ouvir os envolvidos e decidir sobre a existência ou não de irregularidades eleitorais.