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Centrão avança sobre palanque de Flávio e amplia pressão sobre Lula no segundo turno

nião Brasil e PP fecham apoio ao candidato do PL, enquanto Republicanos e Podemos entram na mira das articulações após adesões de Zema e Caiado

Por Bianca Lobianco

Flávio Bolsonaro amplia articulações com partidos de centro e centro-direita para o segundo turno

A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) acelerou a formação de uma frente de centro-direita para o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois de terminar a primeira etapa da eleição na liderança, o senador conquistou o apoio da federação formada por União Brasil e PP e ampliou as negociações com Republicanos e Podemos.

A adesão de União Brasil e PP representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando a federação optou pela neutralidade na disputa presidencial. A decisão de apoiar Flávio foi tomada após o resultado das urnas, que colocou o candidato do PL à frente de Lula e fortaleceu partidos de direita no Congresso.

O Republicanos também se aproximou da candidatura. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, atua diretamente nas conversas com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira. O partido deve definir formalmente sua posição nesta quarta-feira (7). Até o anúncio oficial, porém, a adesão nacional não está concluída.

Flávio também tenta atrair o Podemos. A previsão é que o candidato participe de um encontro com integrantes da sigla nesta quinta-feira (8). No primeiro turno, Republicanos e Podemos mantiveram neutralidade nacional, embora lideranças e diretórios estaduais tenham adotado posições próprias.

A ofensiva ocorre depois das adesões de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), adversários derrotados no primeiro turno. Zema declarou apoio a Flávio na segunda-feira (5). Caiado formalizou sua posição na terça-feira (6), durante encontro com o candidato em Goiânia.

O movimento aumenta a pressão sobre Lula para reconstruir sua base política. A campanha petista passou a buscar interlocução com lideranças regionais de partidos de centro e tenta impedir que a aproximação nacional dessas siglas com Flávio provoque uma migração de prefeitos e outras lideranças locais.

A disputa pelas alianças também está ligada à nova correlação de forças no Congresso. O PL saiu das urnas com a maior bancada da Câmara e ampliou sua presença no Senado, tornando-se peça central das negociações para o comando das duas Casas a partir de 2027.

Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Com a diferença apertada, as duas campanhas entraram no segundo turno em busca dos eleitores dos candidatos derrotados e das estruturas partidárias capazes de ampliar a mobilização nos estados.