Senado "não vai se omitir" se houver crimes de ministros do STF, diz Marinho
Em reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, senador Rogério Marinho diz que próxima formação do Senado vai atuar pelo impeachment de ministros
O senador Rogério Marinho (PL) esteve reunido nesta terça-feira (6) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e afirmou que a próxima composição do Senado “não vai se omitir” em casos de crimes cometidos por integrantes da Corte.
Em entrevista coletiva concedida após a reunião, Marinho disse que o encontro com Fachin estava marcado há um mês. “Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, disse.
O senador do PL criticou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União) diante de denúncias de crimes atribuídos a ministros do STF. Segundo ele, a Casa tem sido omissa ao não dar andamento aos mais de 100 pedidos de impeachment apresentados contra integrantes da Corte.
O senador defendeu ainda mudanças no regimento da Casa para alterar o procedimento de análise desses pedidos. Atualmente, a abertura de um processo é uma decisão do presidente do Senado. A proposta dele é que, caso 49 senadores apresentem um requerimento, a medida seja automaticamente encaminhada à Procuradoria do Senado para análise.
Marinho também criticou os ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino ao afirmar que os magistrados têm agido com “viés político”. “Acho que política é para os políticos”, disse o senador.