Eleições 2026

Segundo turno define seis governadores, com vitórias do PT, PP, PSD, PSDB e Republicanos

Mailza Assis e Celina Leão garantem a reeleição, enquanto Omar Aziz, Lorenzo Pazolini, Cadu de Lula e Vicentinho Júnior vencem disputas estaduais. Rio Grande do Norte e Tocantins registram viradas em relação ao primeiro turno.

Segundo turno define seis governadores, com vitórias do PT, PP, PSD, PSDB e Republicanos
Celina Leão Crédito: Divulgação

O segundo turno das eleições de 2026 definiu, neste domingo (25), os governadores de cinco estados e do Distrito Federal. Com 100% das urnas apuradas, Mailza Assis (PP) venceu no Acre com 66,21% dos votos válidos, Omar Aziz (PSD) conquistou o Amazonas com 61,42%, Celina Leão (PP) foi reeleita no Distrito Federal com 57,18%, Lorenzo Pazolini (Republicanos) venceu no Espírito Santo com 52,17%, Cadu de Lula (PT) foi eleito no Rio Grande do Norte com 50,77% e Vicentinho Júnior (PSDB) conquistou o Tocantins com 64,52%. Os resultados foram confirmados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No Acre, Mailza Assis derrotou o senador Alan Rick (Republicanos), que recebeu 33,79% dos votos válidos. A governadora conquistou 272.635 votos, contra 139.108 do adversário. Mailza havia assumido o Executivo estadual após a saída de Gladson Cameli e disputou a eleição defendendo a continuidade da administração. No primeiro turno, ela chegou perto da vitória, com 49,76% dos votos válidos.

No Amazonas, Omar Aziz venceu a professora Maria do Carmo (PL) por 61,42% a 38,58%. O senador recebeu 1.273.975 votos, enquanto a adversária somou 800.328. A vitória marca o retorno de Aziz ao governo amazonense, cargo que ocupou entre 2010 e 2014. Ele já havia liderado o primeiro turno, quando obteve 40,63% dos votos válidos.

No Distrito Federal, Celina Leão confirmou a vantagem sobre Leandro Grass (PT) e conquistou a reeleição com 57,18% dos votos válidos, equivalentes a 987.142 votos. Grass recebeu 42,82%, ou 739.130 votos. Integrante do PP, Celina havia assumido o governo após a saída de Ibaneis Rocha e conseguiu assegurar mais quatro anos à frente da capital federal.

No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) derrotou Ricardo Ferraço (MDB) com 52,17% dos votos válidos, contra 47,83% do adversário. O ex-prefeito de Vitória recebeu 1.151.818 votos, enquanto Ferraço somou 1.056.119. Pazolini havia liderado a primeira votação, com 49,65%, e confirmou a vantagem no segundo turno, em uma disputa que terminou com diferença de aproximadamente 95,7 mil votos.

O Rio Grande do Norte registrou a disputa mais apertada entre os seis governos definidos neste domingo. Cadu de Lula (PT) venceu Allyson Bezerra (União Brasil) com 50,77% dos votos válidos, contra 49,23%. O petista recebeu 1.073.024 votos, enquanto Allyson somou 1.040.399, uma diferença de 32.625 votos. O resultado representou uma virada em relação ao primeiro turno, quando Allyson havia liderado com 36,94%, diante dos 36,16% de Cadu.

Outra virada ocorreu no Tocantins. Vicentinho Júnior (PSDB) derrotou a senadora Professora Dorinha (União Brasil) com 64,52% dos votos válidos, equivalentes a 562.083 votos. Dorinha recebeu 35,48%, ou 309.076 votos. No primeiro turno, a candidata do União Brasil havia terminado à frente, com 45,52%, contra 43,94% do tucano. A inversão deu a Vicentinho uma vantagem de mais de 253 mil votos na etapa decisiva.

O balanço partidário do segundo turno mostra duas vitórias do PP, com Mailza Assis e Celina Leão, e uma conquista para cada uma das siglas PSD, Republicanos, PT e PSDB. Entre os seis eleitos, duas são mulheres e quatro são homens. Apenas Rio Grande do Norte e Tocantins tiveram vencedores que haviam terminado o primeiro turno na segunda colocação.

Com a definição dessas seis disputas, o Brasil completa a escolha dos 27 governadores para o próximo mandato. Os outros 21 haviam sido definidos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) foi declarado eleito ainda no primeiro turno após a Justiça Eleitoral anular votos atribuídos a Anthony Garotinho (Republicanos) e recalcular os percentuais válidos.

Os governadores eleitos tomarão posse em 6 de janeiro de 2027, conforme o calendário estabelecido pela Emenda Constitucional 111/2021. Os novos mandatos terão duração de quatro anos, até janeiro de 2031.