O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quinta-feira (8) a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro e abriu caminho para a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno. A decisão já havia sido antecipada pelo Correio da Manhã, no dia seguinte à eleição, em informação publicada pela coluna de Cláudio Magnavita, publisher do jornal.
A possibilidade de uma vitória de Ruas sem segundo turno foi destacada pelo Correio da Manhã na edição impressa de segunda-feira (5 de outubro), antes da conclusão do julgamento pelo TSE.
A manchete antecipou o desfecho que seria confirmado dias depois pela Justiça Eleitoral. O TSE formou maioria para anular os 274.411 votos recebidos por Garotinho e determinou a realização de uma nova totalização da eleição.
Com a retirada dos votos do ex-governador da base de votos válidos, Douglas Ruas ultrapassou a marca de 50%, percentual necessário para a eleição de um candidato ao governo estadual no primeiro turno.
Informação antecipada pelo Correio da Manhã
A definição da eleição do Rio começou a ganhar contornos mais claros ainda no dia seguinte ao primeiro turno, quando a coluna de Cláudio Magnavita, publisher do Correio da Manhã, antecipou com exclusividade que a anulação dos votos de Garotinho poderia alterar o resultado da disputa.
A informação foi levada à primeira página da edição impressa de 5 de outubro, quando ainda havia uma disputa jurídica em andamento no TSE sobre a validade dos votos e o pedido de desistência apresentado pela defesa de Garotinho.
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Naquele momento, Douglas Ruas havia terminado a votação com 4.271.199 votos, correspondentes a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes (PSD) havia recebido 3.706.984 votos, ou 42,76%.
Garotinho, por sua vez, recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17%.
A retirada dessa votação reduziria o total de votos válidos e elevaria a participação proporcional de Ruas para acima de 50%, eliminando a necessidade de segundo turno.
TSE confirma anulação dos votos
O julgamento do TSE terminou com a maioria dos ministros pela rejeição do pedido de desistência de Garotinho e pela anulação de seus votos.
A Corte entendeu que a situação ultrapassava o interesse individual do candidato, uma vez que a decisão poderia interferir diretamente na definição do resultado da eleição e na própria realização do segundo turno.
Com a decisão, a Justiça Eleitoral realizou a retotalização necessária para aplicar o novo entendimento ao resultado das urnas.
O desfecho confirmou a previsão antecipada pelo Correio da Manhã na edição impressa do dia 5.
Ruas vence no primeiro turno
Antes da decisão definitiva, Ruas e Paes apareciam como os dois candidatos classificados para o segundo turno. A nova totalização, porém, retirou os votos de Garotinho da base considerada para o cálculo.
Com isso, Ruas passou a superar 50% dos votos válidos e teve sua vitória definida ainda no primeiro turno.
A decisão encerrou a disputa que inicialmente levaria Ruas e Paes novamente às urnas em 25 de outubro.
O caso de Garotinho chegou ao TSE depois que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu seu registro de candidatura. O ex-governador havia sido considerado inelegível em razão dos efeitos de uma condenação por improbidade administrativa.
Como a decisão que barrou sua candidatura ocorreu após o fechamento do sistema de preparação das urnas eletrônicas, o nome de Garotinho permaneceu disponível para votação.
Os votos ficaram, então, submetidos à análise da Justiça Eleitoral.
A decisão do TSE confirmou o cenário antecipado pelo Correio da Manhã e transformou a previsão publicada na primeira página de 5 de outubro no desfecho oficial da eleição para o governo do Rio de Janeiro.
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