Eleições 2026

Quaest: 49% consideram Lula desonesto; Flávio chega a 42%

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas e também mediu a percepção sobre honestidade de Augusto Cury, Caiado, Zema e Renan Santos

Quaest: 49% consideram Lula desonesto; Flávio chega a 42%
De acordo com o levantamento, 28% dos entrevistados consideram Lula honesto, enquanto 23% fazem a mesma avaliação sobre Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado desonesto por 49% dos entrevistados na nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (16). O percentual é de 42% quando a mesma pergunta é feita sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também aparece entre os candidatos à Presidência da República.

De acordo com o levantamento, 28% dos entrevistados consideram Lula honesto, enquanto 23% fazem a mesma avaliação sobre Flávio Bolsonaro. Outros 23% afirmaram não conhecer o suficiente Lula para opinar, não souberam responder ou não responderam à questão. No caso de Flávio, esse grupo representa 35%.

A pesquisa foi contratada pela Globo e por O Globo e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.

Quaest avalia seis candidatos

A pesquisa questionou os entrevistados sobre a percepção de honestidade de seis candidatos à Presidência da República: Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

A pergunta apresentada aos participantes foi: “Pelo que você tem visto ou ouvido falar, o candidato é um político honesto, desonesto ou você não o conhece suficientemente para opinar?”.

Entre os seis nomes, Lula registrou 49% de respostas classificando-o como desonesto e 28% como honesto. Já Flávio Bolsonaro teve 42% de avaliação como desonesto e 23% como honesto.

Os demais candidatos apresentaram percentuais mais elevados de entrevistados que afirmaram não conhecê-los suficientemente para avaliar sua honestidade.

Augusto Cury, Caiado e Zema

Augusto Cury foi considerado honesto por 17% dos entrevistados, enquanto 6% o classificaram como desonesto. Outros 77% disseram não conhecê-lo suficientemente, não souberam responder ou não responderam.

Ronaldo Caiado teve 14% de respostas indicando que é considerado honesto e 9% que o classificaram como desonesto. O percentual de entrevistados sem informação suficiente para opinar foi de 77%.

Romeu Zema apresentou 13% de avaliação como honesto e 10% como desonesto. Assim como Cury e Caiado, 77% dos entrevistados não souberam avaliar sua honestidade ou afirmaram não conhecê-lo o suficiente.

Renan Santos tem maior índice de desconhecimento

Entre os seis candidatos avaliados, Renan Santos apresentou o maior percentual de entrevistados que disseram não ter informações suficientes para opinar.

O candidato foi considerado honesto por 6% dos participantes e desonesto por 8%. Outros 86% não souberam responder, não responderam ou afirmaram não conhecê-lo o suficiente para fazer uma avaliação.

Os resultados mostram diferenças na familiaridade dos entrevistados com os candidatos. Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro concentram percentuais menores de pessoas que não se consideram aptas a opinar, os demais nomes apresentam índices de desconhecimento superiores.

Pesquisa mede percepção dos eleitores

Os números apresentados pela Quaest correspondem à percepção declarada pelos entrevistados sobre os candidatos. A pergunta não busca verificar ou comprovar, por meio da pesquisa, a existência de irregularidades ou crimes relacionados aos políticos.

O levantamento ocorre durante o período eleitoral de 2026 e mede como os entrevistados avaliam a imagem dos candidatos especificamente no quesito honestidade.