Caiado promete anistiar condenados pelo 8/1 em eventual governo
Para Ronaldo Caiado, anistia de condenados pelo 8/1 iria "pacificar o país"; candidato também rejeita retaliação aos EUA por imposição de tarifas
Candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado prometeu anistiar todos os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 caso vença as eleições de outubro. Segundo o ex-governador de Goiás, a medida teria o objetivo de “pacificar o país”.
“É uma briga inútil, é uma briga que só traz desgaste. Eu tenho consciência absoluta de que eu promover a anistia, este assunto sai da pauta e nós vamos viver um outro momento. Um movimento de produção, de desenvolvimento, de pautas que sejam relevantes para as pessoas", afirmou Caiado.
Entre os condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) está o pai do também candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Em entrevista concedida ao G1 e à GloboNews nesta sexta-feira (7), o candidato descartou uma retaliação contra os Estados Unidos pela imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e disse que pretende trabalhar uma política unificada de combate ao crime organizado na América do Sul.
“Retaliar os americanos? Acabar com o resto das exportações que nós temos e perder todos os investimentos americanos? Alguém em sã consciência falaria uma asneira dessa?”, disse Caiado.
“São dez países que compõem a fronteira com o Brasil. Esses dez países eu os procurarei para nós montarmos da mesma maneira que a Europa desenvolveu uma polícia que ela transita entre todos. Estou criando uma polícia em parceria com os dez países que ela tenha trânsito. Eles com o Brasil e nós com os países deles para que isso dê rapidez às operações. É a mesma coisa que a Europa fez. Eu não estou inventando a roda. Uma polícia europeia que não tem fronteira. Eu quero criar essa polícia na América do Sul”, afirmou o candidato.
Caiado também sugeriu uma negociação com os EUA em torno das terras raras e negou que uma oferta nesse sentido significaria a entrega de um recurso estratégico para o país em troca da redução de tarifas.
“Alguém tem o que eu tenho em terras raras pesadas? Alguém no mundo tem? Se eu fechar a mina de Goiás e de Minas [Gerais], ninguém produz aço no mundo. [...] Você não está, de maneira nenhuma, entregando. Nós estamos entregando hoje, porque desde o Brasil Colônia saem daqui o pau-brasil e o ouro. Hoje continuam saindo o minério de ferro, o nióbio, terras raras por tonelada", afirmou o candidato.