Dark Horse

Flávio Bolsonaro diz que caso de filme sobre Jair Bolsonaro é "página virada"

Presidenciável afirmou que prestação de contas de "Dark Horse" já foi feita e voltou a cobrar explicações de Lula e do filho do presidente

Flávio Bolsonaro diz que caso de filme sobre Jair Bolsonaro é "página virada"
Ao responder sobre o assunto, Flávio desviou o foco para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (20) que as questões relacionadas ao filme Dark Horse, produção sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, são uma “página virada”. Durante agenda de campanha em São Paulo, o senador declarou que a prestação de contas do projeto já foi realizada e que “está tudo certinho”.

Flávio foi questionado sobre a produção após informações divulgadas em maio pelo site The Intercept apontarem que o senador teria procurado o banqueiro Daniel Vorcaro para obter recursos para o filme. Segundo as informações citadas pelo candidato, pelo menos R$ 60 milhões foram destinados à produção.

Ao responder sobre o assunto, Flávio desviou o foco para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O senador afirmou que, na avaliação dele, os dois é que deveriam prestar esclarecimentos.

Flávio cita encontro de Lula com Vorcaro

O candidato também voltou a mencionar um encontro entre Lula, Vorcaro e Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central. Segundo Flávio, o encontro deveria ser esclarecido pelo presidente da República.

“Então, quem tem que dar explicação é o Lula”, afirmou o senador.

Flávio fez referência a informações segundo as quais Lula teria se reunido com Vorcaro em 2024. O encontro também teria contado com a participação de Galípolo, que assumiria a presidência do Banco Central no ano seguinte.

O senador relacionou ainda o episódio às investigações envolvendo o Banco Master e seus antigos dirigentes.

Lulinha também foi citado

Flávio Bolsonaro também mencionou investigações que envolvem Lulinha. O filho do presidente é citado em apurações relacionadas a suposto tráfico de influência e também aparece no contexto das investigações sobre fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao comentar uma mensagem atribuída à empresária Roberta Luchsinger, na qual ela teria escrito a Lulinha que “nosso futuro é Suíça”, Flávio afirmou que o filho do presidente deveria explicar a situação.

“Da nossa parte, tá tudo página virada”, declarou o candidato.

As citações feitas por Flávio ocorreram em meio à primeira agenda de campanha dele em São Paulo. O roteiro foi organizado pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e começou no Mercado Municipal de São Miguel, na Zona Leste.

Protesto marca primeira agenda em São Paulo

Durante a passagem de Flávio pelo Mercado Municipal de São Miguel, um grupo de moradores realizou um protesto contra o candidato e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Tarcísio, porém, não participou da agenda porque estava em outro compromisso.

Na sequência, Flávio visitou o Armazém Solidário, programa da Prefeitura de São Paulo que comercializa produtos alimentícios a preços reduzidos. Ao lado de Nunes, o presidenciável afirmou que pretende ampliar a iniciativa para outras regiões do país caso seja eleito.

Durante o evento, Flávio também fez críticas ao governo federal ao comparar o programa municipal com uma das promessas associadas ao governo Lula.

Flávio elogia Pablo Marçal

Ao lado de Ricardo Nunes, Flávio também comentou a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República. O senador afirmou que considera o empresário “bem intencionado”.

Marçal teve o registro de candidatura protocolado pelo PRTB, mas enfrenta questionamentos na Justiça Eleitoral relacionados à sua situação de elegibilidade.

Flávio afirmou que a disputa eleitoral não deveria ser tratada como uma disputa pessoal entre integrantes do campo político adversário.

“Essa guerra não é entre Bolsonaro e Lula, é entre o Brasil e o PT”, declarou.

Nunes também minimizou as divergências que teve com Marçal durante a eleição municipal e afirmou que considera o episódio superado. O prefeito declarou que, apesar das diferenças anteriores, os dois agora estão unidos em torno de um objetivo político comum.