O Senado realizou, em 14 de agosto, uma sessão solene em homenagem aos 69 anos da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet), atendendo um requerimento (RQS 407/2026) do senador Eduardo Gomes (PL-TO). Ela foi conduzida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), com a presença de dirigentes da entidade, jornalistas e autoridades do setor.
Na abertura, Damares ressaltou o papel histórico da Abrajet no fortalecimento do turismo e no incentivo ao crescimento econômico do país.
“Esta sessão especial é o reconhecimento público de uma trajetória dedicada à informação de qualidade, à valorização do turismo nacional e à defesa do jornalismo especializado como instrumento de desenvolvimento econômico, cultural e social no Brasil”, disse a senadora.
Na sequência, Luiz de Sousa Pires, atual presidente da Abrajet, que, atualmente, tem mais de 200 profissionais em 20 estados e no Distrito Federal, alcançando mais de 140 veículos de comunicação, entre jornais, revistas, rádios, emissoras de TV e portais digitais, comentou os desafios da profissão com a digitalização.
“O jornalista sempre foi reconhecido como criador de conteúdo, influenciador e referência na divulgação da notícia com credibilidade. Mas hoje os desafios para ocuparmos o nosso devido espaço são grandes”, afirmou Pires.
Outro orador foi o Publisher do Correio da Manhã, Claudio Magnavita, que presidiu a Abrajet entre 2002 e 2010, e comentou sobre os desafios da liberdade de imprensa nos tempos atuais.
“O que o Brasil viveu essa semana foi um crime contra a liberdade, um crime contra a democracia, e nós tivemos diversas manifestações da mídia que levaram o presidente do STF a se manifestar na questão da defesa da liberdade de imprensa e a única mulher dentro do STF, a ministra Cármen Lúcia, também usou a palavra para falar do direito incontroverso, a causa pétrea da nossa Constituição, que é o respeito à fonte", disse, ressaltando que a questão do caso pode não ir para o Plenário do STF, e sim para uma das turmas, onde os citados poderão influenciar no resultado:
“Esse julgamento corre o risco de não para o Plenário, e sim para uma Truma, onde você tem uma posição já definida do Alexandre de Moraes e do Flávio Dino, em uma formação que a gente chama de um ser uma hidra, que tem uma cabeça de vítima, uma cabeça de investigador e uma cabeça de julgador. O segredo da fonte é inviolável. A essência do nosso jornalismo está no respeito à fonte. Não podemos permitir, então, que o grande salvaguarda da Constituição [STF], seja o primeiro a rasgá-la’, concluiu Magnavita.
Representando a prefeitura de São Paulo, o secretário municipal de Turismo, Gustavo Lopes de Souza, apontou que a capital paulista recebeu 47 milhões de visitantes no último ano, dos quais, segundo ele, mais de 3 milhões eram estrangeiros.
“É muito importante a gente ter o apoio da mídia, ter o apoio de todos os jornalistas que cobrem o setor, para que a gente consiga vender o que existe de melhor dentro das nossas cidades e do nosso Brasil”, disse Gustavo
Menu