Correio da Manhã
Política

Indecisão de Cleitinho empaca direita em Minas

De última hora, senador afirma que será candidato a governador. Mas seu partido, o Republicanos, tinha antes negado essa possibilidade

Indecisão de Cleitinho empaca direita em Minas
Cleitinho oscila entre ser ou não candidato em Minas Crédito: Ton Molina/Agencia Senado

Em tese, a direita teria uma vitória relativamente fácil para o governo de Minas Gerais. É o que aponta pesquisa Real Time Big Data divulgada na terça-feira (28). De acordo com a pesquisa, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera com folga em Minas. Ele teria 35% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. O segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Khalil (PDT) está 23 pontos percentuais atrás, com 12%. Cletinho vence também as simulações feitas de segundo turno.

O grande problema é: não se sabe se Cleitinho será ou não candidato a governador. O senador não participou da convenção estadual do Republicanos no sábado (24), em Belo Horizonte. Diante dessa ausência, o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), disse, em entrevista à Globo News, que ele não seria mais candidato a governador. Na mesma linha, manifestou-se o presidente do Republicanos em Minas Gerais, o deputado Euclydes Petersen. Diante dessa situação, o partido cogitou lançar o ex-deputado Marcelo Aro.

Horas depois, porém, da declaração dos dois presidentes, a assessoria de Cleitinho negou a desistência, e disse que ele seria candidato. O problema a essa altura, porém, é saber se o Republicanos, voltaria atrás na decisão. Nos bastidores, parlamentares do partido disseram achar que Cleitinho “tinha perdido o timing” da candidatura. Por outro lado, sua boa posição nas pesquisas poderia levar a uma reconsideração.

Estado decisivo

Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é considerado um estado decisivo para o resultado do pleito presidencial. A mesma pesquisa Genial/Quaest apontou um empate no segundo turno em Minas entre Lula e Flávio Bolsonaro: o presidente teria 30% e Flávio 29%. Um nome forte de direita poderia ajudar a alavancar a candidatura do candidato do PL em Minas.

Os problemas: o Republicanos declarou neutralidade na campanha presidencial. E Cleitinho é tido como um nome muito independente. Com restrições mesmo em seu próprio partido. Como se verifica agora na história de sua candidatura.