Em convenção estadual realizada neste sábado (25), em Campinas (SP), com a presença do presidente Lula, o PT lançou a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. O encontro confirmou o nome de Márcio França (PSB) como vice de Haddad, além de mais de 90 candidatos a deputado estadual e 56 candidatos a deputado federal pelo partido.
Em seu discurso, Fernando Haddad criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e as privatizações realizadas na gestão do aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Qual é a disputa que a gente faz com o Tarcísio? O que é possível disputar com ele, se tudo está indo para trás e ele não é cobrado por nenhum resultado? Na segurança, na saúde e na educação, população em situação de rua. Esse que disse que acabou com a Cracolândia viu a população de rua aumentar em 82%, segundo a Fundação Seade. Como é que alguém bate no peito para falar desses indicadores?”, disse o candidato.
“As privatizações feitas a toque de caixa, tanto a Sabesp quanto o Metrô, CPTM entregues a empresas sem a menor experiência nesses ramos de atividade. E a água está faltando na torneira, quando chega, chega suja, e a conta d'água subindo todo ano, ao contrário do que ele próprio prometeu”, afirmou Haddad.
Haddad lembrou ainda de denúncias de corrupção envolvendo o governo de Tarcísio de Freitas. “A Secretaria da Fazenda está totalmente contaminada por corrupção. A todo instante saem matérias dando conta de que o Ministério Público manda afastar auditores fiscais e denunciar empresas que corromperam a máquina pública, sem que o governador emita uma única opinião sobre o que está acontecendo ou anuncie uma única providência”, atacou.
Críticas a Flávio e uso de IA
A chapa de Haddad para o governo será complementada pelas candidaturas de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado. Ambas também participaram da convenção ao lado de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
No encontro, Lula defendeu a eleição de Haddad e alertou para o uso de inteligência artificial, pelos adversários, para a disseminação de informações falsas durante a campanha eleitoral.
“Esta eleição talvez seja a primeira eleição no Brasil em que os adversários, por não terem tamanho, não terem biografia, por não terem proposta, vão fazer o uso da inteligência artificial para tentar ludibriar a boa-fé do povo de São Paulo. É importante repetir isso. Os nossos adversários vão trabalhar muito nas redes digitais, com inteligência artificial, para inventar coisas que eles não fizeram. A base da sustentação da campanha deles é uma coisa chamada mentira”, disse.
Já Simone Tebet, que enfrentou Lula nas eleições de 2022 e depois passou a compor o governo do petista como ministra do Planejamento e Orçamento, criticou o senador Flávio Bolsonaro, confirmado pelo PL neste sábado como candidato à Presidência, a quem classificou como “golpista de plantão”.
“Nós estamos no ano de 2026 enfrentando os mesmos desafios do passado, porque o presidente Lula e Geraldo Alckmin e o Brasil enfrentam do lado de lá não um democrata, mas um golpista de plantão. Porque tal pai, tal filho. Já começou questionando a segurança das urnas, porque já sabe, já tem, sente o cheiro da derrota em outubro e já quer colocar em dúvida os resultados das urnas”, disse a candidata ao Senado.
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