Na nova proposta de delação premiada apresentada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República, o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou que o ministro Alexandre de Moraes tenha cometido crime relacionado ao contrato da instituição com o escritório de advocacia da esposa, Viviane Barci de Moraes.
De acordo com o banqueiro, o contrato foi firmado de forma lícita, para prestação de serviços advocatícios. O acordo previa o pagamento de R$ 129 milhões ao escritório em 3 anos, em repasses de R$ 3,6 milhões mensais. Até a liquidação do Master pelo Banco Central em 2025, o escritório Barci de Moraes recebeu R$ 80,2 milhões de Vorcaro.
No detalhamento de informações apresentado à PF e à PGR, o banqueiro revela a existência de um novo contrato, no valor de R$ 50 milhões, para composição do restante a ser pago ao escritório antes da liquidação do Master. O acordo não chegou a ser assinado, segundo a delação.
O documento nega irregularidade na conduta de Moraes, assim como na primeira versão. Segundo Vorcaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não ofereceu nenhuma contrapartida para que fossem feitos pagamentos ao escritório da esposa.
As investigações da PF apontaram que, em novembro de 2025, às vésperas da liquidação do Master e de sua primeira prisão, Vorcaro teria enviado mensagens de visualização única a Moraes questionando se o ministro havia conseguido “bloquear” alguma medida.
“Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, perguntou Vorcaro, supostamente se referindo à liquidação do Master. Moraes negou ter recebido as mensagens do empresário.
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