O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir nesta quarta-feira (3) com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para definir a estratégia do governo federal diante da proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O tema também está previsto na reunião ministerial convocada pelo presidente no Palácio do Planalto.
Paralelamente, o governo brasileiro busca viabilizar um encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos e responsável pelo órgão que recomendou a adoção das novas tarifas. Ambos participam da reunião ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.
A intenção do governo é apresentar argumentos contrários à medida, sustentando que normas brasileiras relacionadas ao sistema de pagamentos Pix e à proteção da propriedade intelectual estão alinhadas a padrões internacionais e não configuram barreiras comerciais.
Na terça-feira (2), integrantes do governo atribuíram a proposta de aumento tarifário à atuação política de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos. O Planalto também sinalizou a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade caso a cobrança entre em vigor em 15 de julho.
Durante agenda em Goiás, Lula defendeu o Pix e afirmou esperar um contato do presidente americano, Donald Trump, para discutir o assunto. O presidente brasileiro também responsabilizou filhos de Bolsonaro pela articulação da medida junto ao governo norte-americano.
Em resposta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula, alegando ameaças e incitação ao crime. O parlamentar informou ainda ter encaminhado uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, solicitando que o Brasil seja excluído da nova política tarifária.
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