A Prefeitura de Petrópolis arrecadou R$ 1,235 bilhão em receita líquida entre janeiro e agosto de 2026. O valor representa um aumento de 3,7% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram arrecadados R$ 1,190 bilhão. Apesar do crescimento, o resultado permanece abaixo do registrado em 2024, quando a arrecadação líquida chegou a R$ 1,264 bilhão. Os números foram apresentados durante a audiência pública de avaliação do cumprimento das metas fiscais do segundo quadrimestre, realizada na Câmara Municipal nesta terça-feira (27).
A apresentação das metas fiscais atende à Lei de Responsabilidade Fiscal e permite o acompanhamento das receitas, despesas e dos resultados orçamentários do município. A sessão foi presidida pelo vereador Tiago Leite Guel e contou com a participação dos vereadores Júlia Casamasso, Léo França, Aloísio Barbosa e Thiago Damaceno, remotamente. Também participaram o secretário municipal de Fazenda, Juarez dos Reis Borges, e representantes da pasta.
O balanço orçamentário também aponta diferenças entre os valores comprometidos, liquidados e efetivamente pagos pelo município. Até o segundo quadrimestre, as despesas empenhadas somaram R$ 1,499 bilhão, uma alta de 9,5% em relação aos R$ 1,368 bilhão registrados em 2025.
As despesas liquidadas, quando a administração reconhece que o serviço foi prestado ou o bem foi entregue, chegaram a R$ 1,095 bilhão, praticamente estáveis em relação aos R$ 1,093 bilhão do ano anterior. Já os pagamentos totalizaram R$ 992,78 milhões, abaixo dos R$ 1,017 bilhão pagos até o segundo quadrimestre de 2025, uma redução de aproximadamente 2,5%.
O demonstrativo registra saldo de R$ 139,44 milhões entre a receita líquida arrecadada e as despesas liquidadas. Quando considerados os pagamentos realizados, a diferença chega a R$ 242,34 milhões. Entretanto, as despesas empenhadas superaram a arrecadação líquida em cerca de R$ 264,25 milhões, o que evidencia a importância de distinguir os diferentes estágios da execução orçamentária.
A execução das despesas por função aponta a saúde e a educação como as áreas com as maiores dotações orçamentárias atualizadas, de R$ 544,84 milhões e R$ 449,04 milhões, respectivamente. Na saúde, R$ 387,87 milhões haviam sido liquidados e R$ 343,89 milhões pagos. Na educação, os valores chegaram a R$ 313,72 milhões liquidados e R$ 301,92 milhões pagos.
Já a função urbanismo contava com R$ 162,40 milhões em dotação atualizada, dos quais R$ 37,70 milhões haviam sido liquidados e R$ 17,03 milhões pagos. Em saneamento, a despesa liquidada alcançou R$ 56,20 milhões, de um orçamento atualizado de R$ 57,50 milhões.
Outro destaque está na rubrica de investimentos. Dos R$ 117,80 milhões previstos na dotação atualizada, R$ 36,74 milhões foram empenhados, R$ 764,76 mil liquidados e apenas R$ 605,68 mil pagos até o período apresentado. O valor efetivamente pago representa cerca de 0,5% do orçamento atualizado destinado a essa categoria.
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