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CPTrans negocia possível venda ou transferência da Turp Transporte

Intervenção total foi anunciada nesta quinta (17), mas paralisação permanece

CPTrans negocia possível venda ou transferência da Turp Transporte
Até às 19h00 desta quinta-feira (17) operação não havia retornado Crédito: Gabriel Rattes/CM

A crise envolvendo a Turp Transporte Urbano de Petrópolis pode resultar na saída da empresa da operação do transporte público do município. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o presidente da CPTrans, Luciano Moreira, informou que a companhia estaria negociando com outras empresas uma possível compra da Turp ou a transferência da operação. A informação também foi divulgada em vídeo publicado nas redes sociais do deputado estadual Yuri Moura.

Na manhã desta quinta-feira (17), a Prefeitura anunciou a ampliação da intervenção na Turp, que passou a ser total. A medida foi apresentada pela CPTrans aos representantes dos trabalhadores e recebeu a aprovação da categoria, que defende a preservação dos direitos trabalhistas em qualquer eventual mudança da empresa responsável pelo serviço.

Apesar do anúncio da intervenção total, os rodoviários da Turp permanecem paralisados. Representantes da categoria se reuniram nesta quinta-feira, na nova sede da garagem da empresa, com profissionais da CPTrans, o interventor Junior Cezar Maurício Marinho e dirigentes do Sindicato dos Rodoviários.

Em nota divulgada às 16h50, a entidade informou que as negociações continuavam. Entre as reivindicações estão a garantia dos direitos trabalhistas e o não desconto do dia de paralisação. Novas informações devem ser divulgadas após o fim da reunião.

Além da crise trabalhista e das negociações sobre o futuro da concessionária, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou, em 15 de setembro, uma ação civil pública que solicita a caducidade do contrato da Turp. O pedido foi apresentado pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, na 4ª Vara Cível da Comarca.

A retirada de 32 ônibus da empresa de circulação, somada à paralisação dos trabalhadores, ampliou os impactos sobre o transporte público. A Turp opera a maior parte das linhas alimentadoras internas que partem dos terminais Corrêas e Itaipava.

A UNITA - Unidos por Itaipava e o Movimento Petrópolis 2030 alertaram para os reflexos da redução do serviço sobre moradores, trabalhadores, comércio, turismo, indústria, escolas e unidades de saúde. As entidades defendem medidas emergenciais para garantir a continuidade do atendimento.