Correio da Manhã
Petropolitano

TCE‑RJ diz 'não' para ampliar prazo sobre passivo judicial

Decisão mantém prazo de cinco dias para esclarecimentos da Prefeitura

TCE‑RJ diz 'não' para ampliar prazo sobre passivo judicial
Município tem prazo de dois dias para apresentar esclarecimentos Crédito: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) negou o pedido da Prefeitura de Petrópolis para prorrogar o prazo de apresentação de esclarecimentos em um processo que apura supostas irregularidades na gestão fiscal, orçamentária, financeira e patrimonial relacionadas ao passivo judicial do município. Com a decisão, permanece o prazo de cinco dias úteis fixado anteriormente pela Corte para manifestação do Executivo municipal.

A decisão monocrática foi proferida pelo conselheiro José Gomes Graciosa. O pedido de prorrogação estava relacionado à representação protocolada pelo deputado estadual Yuri Moura e pela vereadora Júlia Casamasso, que questiona a administração do passivo judicial envolvendo o Instituto de Previdência e Assistência Social do Servidor Público do Município (Inpas), a Fundação de Cultura e Turismo e a Fundação Municipal de Saúde.

Segundo o conselheiro, não há previsão legal para ampliar o prazo em casos dessa natureza, uma vez que a medida está vinculada a um pedido de tutela provisória. Esse instrumento jurídico permite ao Tribunal adotar medidas urgentes para evitar prejuízos ao interesse público ou comprometer o resultado útil do processo antes da decisão definitiva.

Na decisão, o TCE-RJ destaca que a tutela provisória foi concedida em razão da urgência do caso e que, antes da análise do mérito da representação, foi assegurado ao município o direito de apresentar esclarecimentos e documentos no prazo de cinco dias úteis, conforme previsto no Regimento Interno da Corte.

Ao acompanhar o entendimento da área técnica do Tribunal, o conselheiro indeferiu o pedido de prorrogação, determinou a comunicação da decisão ao destinatário do ofício encaminhado anteriormente e a anexação do pedido ao processo principal, que continuará em tramitação.

A representação em análise trata de supostas irregularidades na gestão fiscal, orçamentária, financeira e patrimonial do passivo judicial do Município de Petrópolis. Nesta etapa, o Tribunal ainda não analisou o mérito das acusações. A decisão refere-se exclusivamente ao pedido da Prefeitura para ampliar o prazo de resposta, que foi rejeitado.