Neste 15 de junho, o Correio da Manhã completa 125 anos colecionando várias histórias. Daremos início às comemorações durante o restante do ano, com a realização de uma série de eventos e atividades culturais que resgatarão o papel histórico do jornal. O primeiro deles é o lançamento da biografia e a exposição sobre a vida de Niomar Moniz Sodré de Bittencourt, a grande Dama da imprensa.
E em época de Copa do Mundo, não se pode negar sua mística com a Seleção Brasileira. Foi o jornal que, em 1953, promoveu um concurso para acabar com a camisa branca e dar ao Brasil o apelido de "Canarinho", com a estreia, em 1954, da camisa amarela. Daí em diante, foi só alegria para o país do futebol, com cinco títulos de Copa do Mundo, várias Copas Américas e outras taças pelo mundo.
Além dessa há outras que podem ser lembradas pelo jornal ao longo dos séculos XX e XXI, como o noticiário de duas pandemias: a Gripe Espanhola em 1918 e a Covid-19 em 2020. A coroação e a morte da rainha Elizabeth II. A cobertura das copas de 1958, 1962, 1966 e 1970 e fez o adeus ao rei Pelé. A nomeação de 11 papas e a morte de dez. Os acontecimentos na Primeira e na Segunda Guerra Mundiais. A ida do homem à Lua e as disputas espaciais entre Estados Unidos e União Soviética. As ditaduras de Vargas e dos Militares, entre outros fatos da história nacional e mundial.
O Correio da Manhã também tem o seu lado político. Defendeu muitos candidatos à presidência do Brasil em detrimento de outros. O caso mais emblemático de sua história tem Artur Bernardes como personagem, com as cartas contra os militares, que, na época, não comprovaram se falsificaram ou não a assinatura do mineiro, que fora eleito presidente em 1922. Por vingança ou não, Bernardes proibiu a circulação do jornal por quase um ano, sob a justificativa de que estaria imprimindo o folheto clandestino "Os Cinco".
Outro que deve ser lembrado foi na campanha para a deposição de João Goulart, de 1964, seguindo a linha de outros veículos no país. Porém, rapidamente mudou de posição e passou a criticar as medidas da ditadura militar.
Portanto, o Correio da Manhã é mais do que um jornal centenário e que atravessa gerações. É um veículo que possui e tem o primor de ser uma das grandes marcas da imprensa nacional. Por isso, celebrar esses 125 anos de trajetória é mais do que um marco, é a afirmação de que o noticiário nacional precisava ter de volta um jornal que dá os fatos de forma objetiva, com precisão e sem opinião.
Assim, comemorar esses anos de estrada é uma forma de dizer ao brasileiro que o primeiro jornal do Distrito Federal não perdeu o seu brio de antes e está com a mesma força de 1901, quando Edmundo Bittencourt fundou um veículo para ser diferente dos outros.
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